Japão – sites e apps

É impressionante como a tecnologia mudou o jeito de viajar. Como a Internet e os aplicativos facilitaram o planejamento e controle de viagens para locais como o Japão, por exemplo. Na pesquisa do que fazer lá naquele lado do mundo usei dezenas de fontes diferentes. O Tokyo Cheapo foi uma constante. Acessava o site quase que diariamente e passei a seguir no Facebook e no Twitter.  Outro site com dicas de como economizar em viagens e que tem boas dicas sobre o Japão é o Thrifty Nomads. Foi neles que vi a sugestão de viajar de ônibus. Outro site essencial para quem quer ir pra terra do sol nascente é o Japan Guide, certamente a melhor fonte de informação sobre o país. Foi ele a fonte da maioria das dicas de transporte e turismo que usei pra criar meu roteiro. E pela primeira vez usei o YouTube como fonte de informação para a criação do roteiro de viagem, assistindo a horas e mais horas de vídeos, em especial o divertido canal Only in Japan.

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O Google Maps é ainda meu local predileto para marcar e salvar os locais onde quero ir. Vou gravando ali os endereços de todos os locais que quero visitar, seleciono por tipo (restaurante, passeio, templo, compras etc) e marco cada local com um símbolo e uma descrição básica, que muitas vezes copio do site ou guia onde vi a sugestão. Essa seleção me dá uma visão geral da cidade e a partir disso faço meu roteiro. O meu mapa de Tokyo, caso interesse a alguém, pode ser visto aqui.

Já fui colaborador do Fodors Guide, mas tenho que confessar que ninguém supera a Lonely Planet na edição de guias de viagem. Antes era preciso pagar uma pequena fortuna pelos guias, sempre grossos e pesados, e ficar carregando aquele trombolho pela viagem. Com a inclusão dos guias na Amazon, é pessoal carregar os destinos no seu Kindle e pronto. Melhor ainda: os guias da Lonely Planet fazem parte do Kindle Unlimited. Por R$19,90 por mês é possível acessar os livros. Em comparação, a versão impressa do guia do Japão custa R$95,37 e a digital R$65,54. Pelos R$19,90 mensais eu tive acesso não só este, como também aos guias específicos de Tokyo e Kyoto, todos salvos no meu Kindle (se tivesse comprado os três guias impressos teria gastado quase R$250,00 – e iria carregar quase dois quilos a mais de bagagem). Eu já era assinante  do serviço, se não for esse o seu caso é só assinar no site da Amazon. E o primeiro mês ainda é gratuito. Se não gostar é só cancelar o serviço.

Normalmente uso as dicas do GPSmyCity para organizar passeios a pé pelas cidades que visito. Os apps são gratuitos – como opções mais completas pagas – e dão uma boa ideia do que dá pra fazer e visitar na cidade. Já baixei, claro, os de Tokyo e Kyoto. Outro app que sempre uso, independente do país que visito – mas sobretudo naqueles que não falo o idioma – é o Google Translator. No caso do Japão, ele tem uma vantagem: a opção de fotografar e traduzir os kanjis. Já fiz uns testes e mesmo que não funcione 100% ajuda bem na hora de diferenciar, por exemplo, o banheiro feminino (女) do masculino (男).

Mas o Japão tem uma série de apps exclusivos de lá. E não poderia ser diferente. O Imiwa?, por exemplo, é um desses. Ele é um dicionário super completo que estou testando e pode ser útil na viagem. Assim como o Hyperdia, app que calcula itinerários e preços na complexa rede de trens e metrôs japoneses. Para Iphone ele não está disponível na AppStore brasileira, mas consegui fazer o download gratuito (por 30 dias) na americana.

Tabimori é um aplicativo desenvolvido pelo Aeroporto de Narita, onde chego, e é, segundo o próprio app, um amuleto de viagem, com dicas de turismo, clima, tradução, transporte, locais com wi-fi de graça e convenção de moedas, além de notícias sobre o Japão. Já está instalado e testado e provavelmente vai ser o que mais vou usar. Ele e o Gurunavi, guia de restaurantes de Tokyo.

Odigo ainda está em versão beta mas já se mostra super útil para organizar e programar a viagem. No site você seleciona dia a dia o que vai fazer e ele calcula o tempo e traça o roteiro entre as atrações. A versão beta ainda não está completa, tem dado pau em alguns momentos, mas o aplicativo tem potencial.

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Por fim, como o Japão é o Japão, baixei também o Safety Tips, um app que notifica o usuário em caso de desastres naturais, como terremotos e tsunamis. Essa semana, por exemplo, tiveram dois terremotos de intensidade 3 praquelas bandas, um na região de Akita e outro em Fukushima.

O próximo post vai ser direto de Tóquio. Até lá.

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Tokyo – Escolhendo o que fazer. E como fazer…

Dia 1 (8/11) – Terça – Shibuya

A chegada a Tokyo está prevista para as 13h. Contando imigração, saída do aeroporto, comprar ticket, estou prevendo que consiga pegar o Narita Express 28 às 14:20. Caso não dê o próximo é às 14:48. São 75 minutos até a estação de Shibuya, e dali mais uns minutos até o apartamento da Tokko. De modo antes das 4 da tarde – ou antes do horário do rush – já vamos estar instalados.

O primeiro dia vai ser de adaptação: conhecer o cruzamento de Shibuya (que com certeza vamos ver várias outras vezes nos próximos dias) e fazer o reconhecimento da região. Descobrir supermercados, restaurantes, cafés, lojas ali no entorno. As opções ali perto, já deu pra ver, são várias. De lojas de departamentos (a Shibuya 109 e a Seibu), hamburgerias, lojas de ramen, parece ter de tudo por ali. Conhecer a estátua de Hachiko, o cãozinho que ia todo dia com seu todo pra estação e depois da morte desse em 1925 continuou a ir por mais dez anos.

A dica pra comer ali perto, já vi, é o Sagatani, um restaurante vegetariano que serve noodles a 280 yen e cerveja a 150 yen (10 e 5 reais, respectivamente). Fica a 20 metros de onde vamos ficar. E pra ver o cruzamento do alto, a dica é ir para o segundo andar da Starbucks dali. Difícil de achar um assento…

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Shibuya

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Sagatani

Dia 2 (09/11) – Quarta – Yoyogi Park/Harajuku

Dia de relaxar e conhecer templos, parques e mosteiros. A ideia é seguir para o Yoyogi Park e passar a manhã por ali. Tomar um café no Little Nap, perto da entrada oeste do parque, e visitar o tempo de Meiji Jingu, no interior do parque. Na parte da tarde e noite seguir para Harajuku, no lado leste, e visitar lojas, galerias e observar os cosplays na região. Se tudo correr como o planejado da pra esticar pra comer no Butagumi, restaurante de tonkatsu (costeleta de porco) que não fica longe dali (20 minutos de caminhada) (a foto veio do blog Tiny Urban Kitchen).

O caminho de Harajuku até o Butagumi é pela Omote-sandô, rua que abriga seis dos ganhadores do maior prêmio de arquitetura do Japão.

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Butagumi

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Little Nap Coffee Stand

Dia 3 (10/11) – Quinta – Tsukiji Market/Akihabara

Claro que visitar Tsukiji, o mercado de peixes do Japão e ver o leilão de atum é algo que quero fazer na visita a Tokyo. Mas aí a logística começa a complicar. O leilão aceita no máximo 120 turistas por dia, divididos em dois turnos de 60 pessoas. O primeiro entra às 5:15 da manhã. O segundo às 5:45. Metrô em Tokyo não é 24 horas e o primeiro trem começa a circular pouco antes das 5 da matina. Da estação de Shibuya, onde vou estar, até o marcado de Tsukiji são uns 40 minutos de trem, de modo que pegando o primeiro trem só chego lá quando leilão tiver acabado. E a fila, dizem, começa beeem antes das 5h. Taxi é fora de questão: uma viagem dessas, de menos de 10 km,  deve sair uns 150 reais (quase 50 dólares com bandeira 2, segundo o Taxi Fare Finder). Também não vai rolar.

A opção mais barata parece ser cruzar a noite de Tokyo a pé. São 7 km, pouco mais de uma hora. O jet leg vai estar no auge, levantar às 3:30 não vai ser problema e dá pra chegar lá e pegar um bom lugar na fila. O caminho, pelo que fiz no Google Maps, é amigável. O café da manhã vai ser no próprio mercado – de preferência no Sushi Dai ou no Daiwa-Zushi. O primeiro fica virando à esquerda na terceira rua dos restaurantes, depois a esquerda de novo. É o segundo restaurante à direita, com cortinas verdes na porta. O segundo um pouco mais abaixo, e tem cortinas vermelhas (as fotos eu peguei de outros blogs).

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Sushi Dai

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Daiwa-Zushi

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Mapa do mercado de Tsukiji

Ainda antes da hora do almoço da pra esticar até o Advertising Museum e o Nakagin Capsule Tower, os dois não longe dali.

Na parte da tarde a ideia é passear pela região de Akihabara (o paraíso dos eletrônicos) e visitar a 3331 Arts Chiyoda (centro de arte contemporânea) e a Origami Kaykan, loja/galeria de origamis, com cursos e produção de papel artesanal.

Dia 4 (11/11) – Sexta – Imperial Palace/Asakusa

O Palácio Imperial de Tokyo seria destino certo na viagem. Nossa primeira opção era conhecer só os jardins do palácio, que são gratuitos e abertos quase todos os dias da semana (exceto sextas, segundas e feriados). Mas calhou de uma visita guiada ao interior do palácio acontecer justamente quanto estávamos por ali. O lugar ainda é a morada oficial do imperador Akihito e as visitas guiadas, raras, são feitas por agendamento. É preciso agendar com antecedência de pouco mais de um mês – para a visita no meio de novembro precisei agendar no início de outubro. E esse era o único dia disponível na primeira quinzena de novembro. O passeio, de pouco mais de uma hora, é gratuito, e o agendamento obrigatório pode ser feito no site da Família Imperial. Marcado para as 10 da manhã, vai tomar a manhã do quarto dia. E como calhou de ser uma sexta, os jardins externos vão estar fechados. Ou seja: ou pulamos os jardins ou voltamos outro dia.

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Palácio Imperial

Centro histórico e geográfico de Tokyo, o Palácio Imperial é perto da estação de metro Tokyo, por si só uma atração. A ideia é passear por ela antes da visita, e depois ir descansar no parque de Chidorigafuchi Ryokudo, bem ali do lado. Uma esticada até Asakusa e almoçamos no Tempura Daikokuya, um restaurante de tempura (camarões e legumes empanados, típicos da cozinha japonesa e bem comuns no Brasil) da região e famoso pela qualidade. Com preços fixos (as refeições custam 3300, 4000 ou 4700 yen – 33, 40 ou 47 dólares), é certeza de comida boa.

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Daikokuya

Na parte da tarde a ideia é visitar o Ootori Shrine. Dia 11 de novembro, de acordo com calendário chinês, é o dia do galo. E ali, no templo de Chokokuji, é celebrado o Tori-no-Ichi, o dia do galo. Ao redor do templos, feiras de artesanato e comida celebram o dia. E como esta vai uma das poucas celebrações que irão acontecer enquanto estiver por lá não quero perder. Vamos aproveitar pra conhecer  o templo de Senso-Ji  e um pouco mais da região de Asakusa.

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Asakusa

Tem mais dicas do que fazer em Tokyo e no Japão? Conta ai!

 

Japão – Preparações

y0td5goMinha amiga Fernanda me disse dia desses que eu deveria criar uma ferramenta interativa, que mostrava, em tempo real, onde eu estava. Uma espécie de “Onde está Jeff”, onde eu iria colocando pins dos locais onde passo. O fato é que sim, viajo bastante. Menos que gostaria, é fato. Mas entre viagens a trabalho (que me levaram à China, Grécia, Turquia) e passeios, passo alguns meses do ano fora de casa.

O momento agora é de preparação para mais uma. É das fases que mais gosto. Pesquisar o país, a cultura, os roteiros, onde ir, quando ir, como chegar, onde comer, o que fazer, quanto tempo em cada lugar, o que vale a pena, o que deixar de fora, como fazer pra encaixar tudo aquilo naqueles poucos dias. Tem gente que odeia e prefere comprar logo um pacote, guia turístico, alimentação inclusa. Só seguir a bandeirinha e pronto, não quero ter preocupações na minha viagem. Eu não. Gosto de cuidar de cada passeio e chegar no destino o mais informado possível. E não gosto de gastar em viagens: o quanto menos desembolsar, melhor.

Estou aqui na função de pesquisar e montar um roteiro pro Japão. Comprei a passagem numa daquelas promoções que chegam na tela do meu celular através do app da Melhores Destinos. Pelo preço de uma passagem pra Recife estou indo pra Tokyo com Alê em novembro. Comemoro meu aniversário por lá. Peguei algumas dicas com amigos que já foram ou moraram naquele lado do mundo (obrigado Paulinho, Danilo, Diego). E começo agora a montar o dia a dia. Escrever me ajuda a clarear as ideias e a tomar as decisões que, acredito, são certeiras. Conversar com Alê também ajuda nisso (e em várias outras coisas).

As informações que tenho e vão ajudar a montar o roteiro são:

  1. Fico no Japão por 14 dias – de 8 a 21 de novembro (saio 6 e chego 22)
  2. Tenho ciência que o jetleg vai ser um problema por pelo menos uma semana
  3. Quero incluir cidades menores no roteiro além de Tokyo
  4. Quero me hospedar pelo menos uma noite em um ryokan, uma hospedaria tradicional japonesa

Só isso. O resto está livre e a construção do roteiro vai ser em cima do que, a partir de agora (ontem, na verdade) eu for montando.

Primeira dúvida: hospedagem em Tokyo

Que Tokyo é gigante eu sei. A primeira dúvida que surge é onde se hospedar na cidade. Conversas e pesquisas mostram que a maioria das atrações da cidade fica no entorno de três área: Shibuya, Shinjuku e Ginza. Uma pesquisa rápida nos sites de hospedagem (Booking, Hotels, Trivago) mostra que uma cama em qualquer um deles não custa menos que 250 reais por noite. Em um albergue ou hotel cápsula. Hotel tradicional, daqueles com uma cama de verdade e um banheiro, são quase o dobro. Muito acima do que eu espero gastar. Se estivesse sozinho não via problemas: fiquei em um cápsula na Tailândia, paguei 20 reais por noite e foi uma experiência ótima. Mas sei que Alê espera (e merece) um pouco mais.

Uma pesquisa no Airbnb mostra que mesmo ali não se acha nada por menos de 300 reais. Mas aí acho que já passa a valer: boa localização, um apertamento (30m2) só pra você, mais liberdade e (luxo dos luxos) banheiro privativo! Pré-selecionei uns três e optei pelo ap da Tokko, que fica a 5 minutos da estação de Shibuya. Não era o mais barato – havia outros mais em conta, mas um pouco mais longe. Mas ficar ao lado de uma estação de metro era fundamental: iria salvar alguns minutos no deslocamento diário, seria mais fácil na chegada e saída, esse tipo de coisa que em viagem sempre conta. Com o bônus de 85 reais que ganhei de outra amiga (valeu Renata!) as seis noites previstas pra Tokyo ficaram em 1950 reais. R$325 por noite, R$162,50 por pessoa. Só por comparação, é só um pouco mais caro que a própria Renata cobra pelo mesmo período no apartamento dela aqui em BH (ok, ok, não estou considerando que o da Renata é 6 vezes maior que o da Tokko, mas c´mon! É Tokyo!)

O que fazer: a primeira seleção

Já sei onde e quantos dias vou ficar em Tokyo. A escolha do período foi aleatória: metade do tempo em Tokyo, a outra metade em outros destinos que ainda vou decidir. Agora o próximo passo é selecionar o que fazer nesses dias.

A primeira conversa com Danilo e Paulinho, um post despretensioso no Facebook (valeu Rafael!), a passada de olho em alguns sites e no guia da cidade da Lonely Planet já foi dando umas direções. Eu faço assim: saio selecionando tudo o que talvez possa me interessar e crio um mapa no Google Maps, onde vou marcando todos os locais (esse de Tokyo está aqui. Tenho salvo os de vários outros destinos anteriores…). Depois, com mais calma, leio mais sobre os locais e vou selecionando por interesse (museu, parque, arquitetura, restaurante etc) e distância. Assim agrupo coisas que são próximas para visitar no mesmo dia.

Da primeira seleção saíram alguns lugares, tanto em Tokyo quanto no interior. Na capital tem alguns parques (Ueno, Jardins do Palácio Imperial), templos (Senjo-Ji, Meiji-Jingu), distritos (Shimokitazawa, Ginza, Odaiba), museus (3331 Arts Chiyoda, Museu da Propaganda, Museu Ghibli) e até um café super charmoso (o  Little Nap Coffee Stand, bem perto de onde vou ficar).

Fora de Tokyo as atrações foram tantas que vou ter que fazer escolhas mais sérias. Rafael e Diego soltaram um monte de nomes de cidades que fui pesquisando muito rapidamente e agora é escolher os destinos. Nikko foi sugerida pelos dois, então certamente vai entrar. Hakone e Kamakura são perto de Tokyo e devem entrar no roteiro também. Kyoto era um destino que eu queria, e caso inclua no roteiro adiciono também Nara. Kanazawa, Kamikochi, Takayama, Shirakawa-go e Goyakama são outras possibilidades, que só depois de pesquisar mais decido se vai valer a pena incluir nos 7 dias que faltam. Destinos mais distantes, como Hokkaido,  vão ficar pra uma próxima vez (mas é claro que vai ter uma próxima vez…)

Japan Pass: vale a pena?

Todo mundo diz que é imprescindível comprar um Japan Pass, o passe de trem para as viagens internas dentro do país. Só que nas minhas pesquisas iniciais a coisa não parece bem assim não. Ainda estou em dúvida se compro ou não o passe.

O fato é que ele é caro pra burro: por 7 dias consecutivos de viagens o preço é 276 dólares. 440 dólares se quiser ter o passe para os 14 dias da minha viagem. Mais IOF. Esse preço, claro, por pessoa. Ou seja: vale a pena se eu e Alê formos gastar em passagens pelo menos uns R$120 por dia cada. É um bom dinheiro. Primeiro porque eu não vou ficar viajando os sete dias. Talvez fique um dia a mais em Kyoto, se decidir ir pra lá, por exemplo. E segundo porque você pode viagem só nos trens da estatal JR, que não atende o país inteiro e não é dona de todos os trens – 30% são de empresas privadas. Fiquei considerando se não havia alternativas mais baratas.

Quando você  considerar que a passagem de trem de Tokyo a Kyoto custa 140 dólares o passe parece ser mesmo a melhor alternativa. Mas aí você começa e pesquisar e vê que não é bem assim.

Por exemplo: as cidades próximas que eu já sei que vou fazer – Nikko, Hakone e Kamakura – tem os preços de passagem bem em conta: 28, 40 e 22 dólares cada trecho. Ida e volta são 180 dólares por pessoa. Mesmo pra viagem a Kyoto ou outros destinos mais distantes existem alternativas mais baratas. A empresa de ônibus Willer tem um passe de três dias, que podem ser usados de forma não consecutiva (por exemplo, uma viagem na segunda, outra na quarta e outra duas semanas depois, já que vale por dois meses) que custa 100 dólares. Os trechos incluem Tokyo, Kyoto, Kanazawa e até trechos mais distantes como Hiroshima. Mesmo as passagens individuais são beeeem mais em conta: ao contrário dos 140 dólares do trem de Tokyo a Kyoto a passagem de ônibus da Willer sai por 35 obamas. Além disso, pode me dar mais autonomia que o trecho de trem.

Outro argumento daqueles que defendem o JR Pass é o fato de você poder pegar o trem do aeroporto de Narita pra Tokyo. Custa 3500 yen, 35 dólares, 100 reais. Mas veja: é possível comprar ida e volta por 4000 yen. E se eu comprar o passe de uma semana, por exemplo, ainda vou ter que comprar um dos dois trechos. Bye bye vantagem. E pra usar o metrô a compra de um passe de 72 horas, ao custo de 1500 yen, tem parecido a melhor escolha. Ou isso ou o Suica, o cartão que você vai recarregando à medida que usa.

A decisão vai ser só nos próximos dias, mas a princípio estou achando que o JR Pass é uma bela de uma furada. É bem provável que faça alguns trechos de trem e outros mais longos de ônibus.

Tem alguma dica do Japão? Deixe um comentário aqui embaixo e vamos trocando figurinhas sobre essa viagem.