Sydney no aperto – O que fazer

Esta é a quarta parte da série sobre Sydney no Aperto. Como curtir uma das cidades mais caras do mundo sem muito dinheiro? As três primeiras partes, sobre passaporte e visto, a viagem e transporte estão aqui, aqui e aqui.

Você chegou à Austrália. A grana tá curta, mas pelo menos você está aqui. E agora? O que fazer pra curtir a cidade sem gastar os tubos?

Felizmente alguns dos melhores passeios de Sydney são gratuitos ou custam pouco. Por exemplo: você já comprou o seu passe semanal de transporte, certo? A melhor vista da cidade é justamente das balsas. Vá a Manly e volte no final do dia para ter uma visão inesquecível do skyline de Sydney, por exemplo. Quem sabe você não encontra uma baleia ou golfinhos no caminho?

Outro passeio imperdível é a caminhada de Bondi a Bronte. O passeio dura cerca de 2 horas e percorre cerca de 6km. A vista é inesquecível e se você estiver visitando entre outubro e novembro, pode ainda apreciar a Sculptures by the Sea, uma mostra de esculturas que acontece no percurso. Infelizmente a caminhada não é aconselhada para pessoas com dificuldades de locomoção.

Outros passeios e caminhadas pela orla garante bons ângulos para fotos e cenários cinematográficos. De Manly à Spit Bridge, por exemplo. É mais puxado que o de Bondi à Bronte, mas particularmente é o meu predileto. Vale o esforço, eu garanto.

Museus gratuitos. A qualquer dia

Algo mais cultural? Os melhores museus de Sydney não custam um centavo. Amantes de arte moderna e contemporânea tem no MCA – Museum of Contemporary Art um paraíso. Fica em Circular Quay e além de uma ótima coleção permanente tem sempre mostras exclusivas: de 15 de novembro a 23 de fevereiro de 2013, por exemplo, abriga a maior retrospectiva de Yoko Ono.

Outro imperdível – e gratuito – é o NSW Art Gallery. Localizado bem no centro da cidade, na entrada para o Royal Botanic Gardens, tem uma excelente coleção de arte moderna australiana. A entrada é gratuita todos os dias e nas quartas fica aberto até as 10 da noite. É imperdível.

Para quem quer conhecer um pouco da história de Sydney a Government House – sede do governo local, mas que na prática funciona como museu e local para recepções formais – está a poucos metros da Opera House e também é gratuita. Funciona sextas, sábados e domingos, mas vale checar antes se não estará fechada para eventos. O castelo, dentro do Botanic Gardens, guarda uma boa coleção de artes e a tour dá boa dicas sobre a colonização do local.

Outra dica para quem quer saber sobre a história da cidade é o The Rocks Discovery Museum. A poucos metros do MCA, fica no histórico the Rocks, o primeiro bairro da Austrália (e onde você pode visitar os pubs mais antigos…).

Amantes de fotos vão gostar do Australian Centre for Photography. Também gratuito, tem mostras permanentes e exposições temporárias.

Não curte fotos mas ama barcos? Vá então para Darling Harbour e visite o Maritime Museum. Outro bom museu (hey, você pode entrar em um submarino!) gratuito.

Mais uma opção para quem curte arte são as diversas galerias espalhadas pela cidade, sobretudo em Surry Hills e Darlinghurst. Uma ótima oportunidade pra conhecer um pouco da produção contemporânea de Sydney – e, quem sabe, comprar um quadro por uma pechincha e que daqui a alguns anos vai valer alguns milhões?

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Sydney no aperto – parte 2

Esta é a segunda parte de uma série sobre como aproveitar Sydney, uma das cidades mais caras do mundo, com pouca grana no bolso.

A primeira parte foi sobre seu visto e documentação necessária para sua entrada no país. Nesta parte dicas sobre a viagem e sua chegada.

Você comprou a passagem e providenciou o visto, mas ainda falar uma coisa que você precisa ter para chegar à Austrália: paciência. O país, pouco menor que o Brasil, é longe de tudo. No mapa a Ásia parece estar logo ali, mas um voo de Sydney a Cingapura demora 8 horas. Mesmo a Nova Zelândia fica a 3,5 horas de voo de Sydney, o destino australiano mais próximo. Ou seja: pra chegar à Austrália é preciso tempo. E paciência.

Confira sua passagem e veja qual sua conexão. Enquanto a Qantas, a companhia aérea australiana, não começar a operar voos direto direto do Brasil nenhuma opção de voo vai te deixar em Sydney em menos de 24 horas.

E vá se acostumando: em alguns casos um dia vai simplesmente desaparecer da sua vida para sempre. Não digo do tempo gasto no avião: como em algumas das rotas o voo cruza a Linha Internacional de Data pode acontecer de você pular de um segunda pra uma quarta, sem passar pela terça-feira…

As opções mais comuns são pelo sul, cruzando o Pacífico: saindo de São Paulo faz uma primeira conexão em Santiago ou Buenos Aires. A primeira opção é operada pela Lan em parceria com a Qantas. A segunda pela Aerolineas Argentinas. Já voei as duas e a segunda não recomendo nem para meu pior inimigo.

Alguns voos da Lan/Qantas tem escala em Auckland, na Nova Zelândia. Outros fazem Santiago/Sydney sem escalas. Este é o melhor voo e também o mais rápido: no total são cerca de 20 horas dentro das aeronaves, além do tempo de espera no aeroporto.

Outra opção também pelo Sul é cruzando o Atlântico e passando pela África do Sul, em um voo operado pela South African que gasta em torno de 28 horas pra chegar. Costuma ter bons preços e muitas vezes oferece a possibilidade de ficar uns dias no país africano sem custos adicionais.

Se você optar pelo norte também pode escolher entre Pacífico e Atlântico. O primeiro é operado pela American Airlines, também em parceria com Qantas. A partir de São Paulo chega-se a Los Angeles (algumas vezes com demoradas escalas em Miami ou New York). Vale para quem quer combinar com um passeio ou compras nós Estados Unidos. Lembre-se: mesmo que você só faça conexão e não planeja nem sair do aeroporto, VOCÊ PRECISA de visto americano.

A última opção é pelo Oriente Médio, com bons voos da Etihad ou Emirates passando por Abu Dabi ou Dubai! respectivamente. Os preços costumam ser competitivos e o voo mais demorado: chega fácil a 35 horas.

Qualquer que seja sua opção, prepare-se: carregue as baterias dos eletrônicos no máximo, inclusive na espera nas conexões. Leve livros, revistas e o que mais lhe entreter. A viagem vai parecer uma eternidade. E é.

O que trazer na mala

Ou melhor: o que não trazer na mala. A Austrália tem rígidas leis alfandegárias. Todos os passageiros e malas passam por raio x na chegada. Qualquer tipo de alimento é proibido, até mesmo os servidos no avião. Se estiver trazendo algum alimento industrializado para algum amigo – sim, cachaça é considerado alimento – declare. Caso contrário será uma dor de cabeça a mais.

Roupas e acessórios vão variar de acordo com a época de sua viagem. De setembro a março o tempo é quente, com temperaturas no verão chegando aos 45 graus em janeiro. Mesmo assim a noite costuma te ventos frios. O vento é justamente o problema no resto do ano. Traga algo para se proteger. A temperatura cai bastante, não chegando a passar de 15 graus no meio do ano.

A terceira parte desta série vai dizer a que veio: dicas pra aproveitar a cidade com pouco dinheiro no bolso.