Istanbul – chegada e primeiras impressões

Chegar na Turquia, como em qualquer destino mais próximo da Asia ou Africa, sempre causa algum estranhamento a nós, brasileiros. As vestimentas, os turbantes, as cores, as línguas, tudo isso já começa a despertar nossa curiosidade e sentidos ainda no aeroporto. No Atatürk International Airport, em Istanbul, não é diferente. Na fila se misturam uma comissão esportiva grega, com uniformes pretos mas brilhantes (furta-cor, diriam alguns), atletas do Turquimenistão, muçulmanos de diversas nacionalidades, um grupo de garotas neo-hippies irlandensas, em busca de aventura e uma senhora francesa que parecia não enxergar bem os números em seu celular, além de dezenas de outras pessoas. Organizado e limpo, o aeroporto fica a cerca de 20 km da cidade antiga. Como em todos os países, o processo de imigração não é rápido: cerca de uma hora entre filas e esperas.
Se ainda na chegada internacional você tem contato com o que é a cultura para estes lados, é na saída do aeroporto que você encontra o que te espera em seus dias na Turquia: dezenas de guias turísticos se acotovelam, com placas com nomes em todas as línguas. Kiliç, nosso guia, se sobressai dos demais. Exprimido em uma das extremidades, grita meu nome para todos ouvirem. “Mister Jefferson dos Santos! Mister Jefferson dos Santos!” Quando nos encontramos me comprimenta em m espanhol arrastado: “Oi, meu nome é Fernando!”, mas quando me entrega seu cartão, está lá: Gökhan Kiliç, Ministry of Tourism and Culture. É essa peça que vai me acompanhar pelos próximos dias.

Aeroporto Istanbul
Placas com nomes de todas as nacionalidades na chegada em Istanbul

No caminho entre o aeroporto e o hotel Fernando vai dando uma geral rápida nos milhares de anos de história turca: as invasões, a construção da fortaleza, o Bósforo, Constantino, Aya Sofia, Mesquita Azul…
Em meia hora estamos na região de Sultanahmet, a parte histórica e turística de Istanbul. É perdido em uma das vielas, a cerca de 50 metros da Mesquita Azul (e o dobro disso de Aya Sofia, as duas principais atrações turísticas) que está o Lady Diana. Quando, no Brasil, a agência de viagens me disse que esse seria o local de nossa hospedadem, tirei sarro: com esse nome o local não poderia ser bom. A agente, entretanto, me contradisse: que eu estava errado, que era um quatro estrelas, que era bom. Apesar da vista estonteante do restaurante no 6° andar, os quartos são simples, sem espaço para mais que você e sua mala. O serviço é justo e o café da manhã, agradável.

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2 Responses

  1. Abrahao

    Minha família e eu estaremos seguindo sua saga com muita expectativa. Estamos indo para Istambul em setembro. Já foi divertido ler seu post inicial e imaginamos o que virá pela frente! Desejamos uma ótima viagem com muitas aventuras!

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