Broaday

Dia 01 de dezembro tem mais edição da Broaday, a festa que faço aqui em BH com o grande rogermoore. Dessa vez vai rolar no Studio Bar, excelente espaço pra shows e festas na cidade.

 

O que toca na festa? Usando o Typic, um aplicativo no Iphone, fiz algumas imagens que dão uma dica do que rola. Saca só (só clicar na imagem para ampliar):

É isso. Hip hop, rock, hardcore, coisas que rolavam nos anos 90 – e antes disso. É diversão garantida, para todas as idades. Apareça.

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Matéria no caderno de cultura do Estado de Minas sobre livros de viagem

Há alguns anos fui pesquisador dos guias Fodor´s no Brasil. Escrevi o capítulo sobre Minas Gerais do Gold Edition do guia sobre a América do Sul, o mais vendido nos Estados Unidos. Dois anos depois foi a vez de atualizar também o capítulo do nordeste. Por causa desta experiência, a repórter Mariana Peixoto, do jornal Estado de Minas, me entrevistou em sua matéria sobre o sucesso de livros de viagem no Brasil.

Para ler a matéria na íntegra, basta clicar aqui ou nas imagens abaixo.

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A melhor goiabada do Brasil

Não me lembro exatamente o ano, mas deve ter sido em 2000 ou 2001. Uma amiga de longa data me contou que sua mãe estava fazendo goiabada na sua fazenda em Ponte Nova, cidade que fica a cerca de 180 KM de BH. Na hora fiquei desconfiado: dona Sônia não parecia ser prendada a este ponto. Mas quando experimentei o doce não acreditei. Era a melhor goiabada do país.

Dez anos depois o caderno Paladar, do Estadão, se juntou a mim ao afirmar que a daLATA é mesmo a melhor do Brasil.

Por ser cremosa, com a quantidade certa de açucar, com grandes pedaços de fruta, a daLATA vai muito bem com queijos que não são muito salgados. Gosto de combiná-la com requeijão e queijo canastra. Faço assim:

Coloco o doce em potes individuais, desses que podem ir ao forno. Cubro com requeijão e depois pedaços de queijo. Levo tudo ao forno, em banho maria, até que o queijo derreta. Pra dar um toque final, uso um maçarico pra dar cor e deixar aquele gostinho de queimado no queijo. Vai por mim: não tem erro e é de comer de joelhos…

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Excursões culinárias

Esse blog vai começar a tomar um novo rumo. Não vou deixar de escrever sobre dicas de passeios e viagens. Já já tem mais dicas sobre Istanbul e Mykonos, pra onde retorno na próxima semana, e Canadá, pra onde embarco – espero, depois de três adiamentos – em novembro. Mas vou ampliar a gama de dicas e sugestões. Explico.
A não ser pra viajar, tenho saído cada vez menos de casa. Em contra partida tenho cozinhado cada vez mais. E dizem os amigos, cada vez melhor.
Portanto, as excursões vão ser cada vez menos exteriores e mais interiores. Vou começar a postar receitas e dicas culinárias do que venho fazendo. Nada gourmet. Nada pretencioso. Só dicas de coisas simples e saborosas que dá pra fazer em casa pra um grupo de amigos.
Começo em breve. Peraí.

Circuito de Cafeterias 2011

Começa hoje e vai até o dia 24 de junho o Circuito de Cafeterias de 2011 de Belo Horizonte. O evento conta com 18 cafeterias da cidade, listadas abaixo. Para o participante, além de desgustar e conhecer os melhores cafés da cidade, existe o passaporte do café: com 10 cafeterias visitadas ele ganha um mug do evento.

Vale ressaltar também que as cafeterias participantes se comprometaram a doar o valor das vendas para instituições socias da cidade.

Anote aí os participantes:

3 Corações

Benvenuto Caffe

Café Book

Café com Letras

Café da Travessa

Café Kahlúa

Café Verdemar

California Coffee

Cappuccini

Chocoleio Café

Dia de Ler

Mineiriana

Mr. Black Café

Scada Café

Thé Caffe

Vanilla Caffè

Vianney

Villa Café

O evento vem se juntar a outras boas iniciativas gastronômicas na cidade, como o Comida di Buteco, o passaporte gastronômico Belvitur, o Paralela de Abril e o Restaurante Week, só pra citar alguns.

O novo passaporte gastronômico Belvitur já está nas ruas

Desde o início do mês que está valendo a 17ª edição do passaporte gastronômico da Belvitur. Desta vez são 27 restaurantes que fazem parte, sendo alguns os melhores da capital mineira.

As regras continuam as mesmas: é preciso preencher o verso do passaporte com seus dados, o passaporte não pode ser usado com outras promoções, bebidas e serviços não estão inclusos e muitos restaurantes participantes não aceitam a promoção no final de semana. Por outro lado é grande o número de restaurantes que agora aceitam o desconto também para almoço. O atual passaporte vale até dia 31 de agosto.

Veja a lista dos participantes:

68 La Pizzeria (pizzaria, dom-qua jantar)

A Favorita (variado, seg-ter jantar, sab almoço)

Albano’s (choperia, dom-ter jantar, dom almoço)

Alguidares (baiana, seg e sab jantar, ter-sex almoço)

B Bistrô (variado, ter-qui jantar, sab-dom almoço)

Bodega 361 (bistrô, qua-sab jantar)

Café do Museu (variado, ter-qui e dom jantar, qua-qui e sab almoço)

Chez Bastião (variado, ter-qui jamtar)

Domenico Pizzeria (pizzaria, seg-dom jantar)

Dona Lucinha II (seg-sab. jantar)

Dona Lucinha Matriz ( sex-dom. almoço)

Fabbrica Spaghetteria (seg-qui jantar)

Ficus (variado, ter-qui jantar)

Germano (choperia, dom-ter jantar, sab-dom almoço)

La Pasta Gialla (italiano, ter-sab jantar, sab almoço)

La Victoria (variado, qua-qui jantar, sab almoço)

L’Astigiano Ristorante (italiano, seg-sab. jantar)

L’Osteria Mattiazzi (italiano, ter-qui jantar)

O Dádiva (variado, dom-qua jantar, dom-qua almoço)

Osteria Degli Angeli (italiano, ter-sab jantar, sab almoço)

Parrilla del Mercado (carne, ter-qui, jantar)

Parrilla Diamond (carnes, seg-dom jantar)

Patuscada (variado, seg-sab. jantar)

Pichita Lanna (italiano, qua-qui jantar)

Porcão (carnes, seg-sab jantar)

Rokkon (japonesa, seg-qua jantar, seg-qua almoço)

Sakê (japonesa, seg-qua jantar, seg-dom almoço)

Sorriso (variado, seg-qua jantar, seg-qua almoço)

Splendido (variado, seg-sab. jantar, dom. almoço)

Taste Vin (francesa, seg-qua jantar)

Udon (japonesa, dom-ter jantar)

Vecchio Sogno (italiano, seg-qui jantar, sex e dom almoço)

Verde Gaio (portuguesa, ter-qui jantar)

Vinicius (pizzaria, seg, qua e dom jantar)

Vitelo’s (carne, qua-sex jantar, ter-qui almoço)

Agora fala: é ou não é uma ótima pedida pra quem se empaturrou de carne de sol no Comida di Buteco?

Ezio Pellizon na L’Osteria Mattiazzi

O L’Osteria Mattiazzi, no tradicional bairro de Santa Efigênia, é um dos restaurantes mais queridos de BH. Especializado em comida italiana, é comandado pelo chef Massimo Battaglini.

Os Pratos da Boa Lembrança na entrada do L’Osteria

Nascido em Veneza, Massimo faz parte daquele famoso grupo do “fui pro Brasil, conheci uma brasileira, me apaixonei e resolvi ficar”. E no ficar, Massimo resolveu transportar para o restaurante o clima de sua terra natal.

Detalhe do segundo salão do L’Osteria Mattiazzi

Em pouco mais de 10 anos o chef se tornou um dos nomes mais respeitados e conhecidos na cidade. Seu jeito descolado e despojado, unido a uma boa conversa e muito talento ajudaram a transformaram o lugar, que saltou de meia dúzia de mesas para dois salões de tamanho agradável e um público cativo e fiel. Outro fator importante na divulgação do L’Osteria é o constante envolvimento de Massimo com festivais gastronômicos e na divulgação da culinária na cidade.

A adega do L’Osteria e a chamada para o festival veneziano

Nesta quarta e quinta, por exemplo, Massimo convidou seu amigo e colega Ezio Pellizon, também de Veneza, para um banquete tipicamente veneziano em seu seu restaurante. Fui lá conferir.

De aperitivo o público é brindado com um Lagostim “em saor” e mexilhões gratinados. Simples, de sabor suave, o prato forrava o estômago pro festival de sabores que viria a seguir. Pra não perder nenhum dos pratos preparados (foram duas opções de cada entrada, primeiro e segundo pratos) a solução foi ir dividir o pedido entre as pessoas na mesa e ir trocando de pratos durante a noite.

Aperitivo

Das duas entradas (saladinha de camarão com arpargos marinados ou tortinha de repolho sobre creme de moranga) preferi, surpreendentemente, a segunda. Achei que seria uma bobagem. Afinal, tirando o chucrute, e mesmo assim poucos, difícil achar uma receita onde o repolho caia bem. E nesta caiu. O sabor se transforma. A salada de camarão, apesar de bonita, com uma flor capuchinho no topo, era sem graça.

Entrada: tortinha de repolho sobre creme de moranga

No primeiro prato de novo uma surpresa. Fã de sardinhas, acreditava que na briga entre um spaghettoni com creme de sardinhas ao sal grosso e um nhoque de ricota com vieiras e rúcula silvestre o primeiro sairia vencedor de lambuja. Ledo engano. O nhoque derretia na boca, as vieiras estavam no ponto certo e o spaghetti com sardinhas, apesar de ótimo, perdeu a posição.

Como segundo prato as opções se dividiam entre um tamboril e um filé com alcachofra, ambos à moda veneziana. A briga, mais uma vez, foi difícil. Tudo no ponto certo, o tempero intocável, a carne naquele vermelho que te faz salivar, o espinafre que acompanhava o peixe fresco e suculento… Não consegui, até agora, escolher o melhor.

Pra encerrar um semifreddo com crocante e creme de chocolate belga, que só não foi completamente devorado porque já me sentia farto com tanta coisa boa.

Sobremesa: semifreddo com crocante e creme de chocolate belga

Apesar do preço salgado (R$140,00 por pessoa, que se tornava ainda mais incomodo ao se somar a este valor as bebidas) o jantar foi compensador: boa comida, boa conversa e ambiente agradável.