De Buenos Aires ao Salar de Uyuni

De Buenos Aires o ideal é ir a Salta, no norte. Fomos de ônibus, viajando durante a noite (e parte do dia). A viagem dura em torno de 20 horas. Como são confortáveis, a viagem não é tão desgastante. Os ônibus saem do Retiro e existem as categorias semicama (o que seria o nosso semileito, só que mais confortável, com refeições inclusas e que custa em torno de 450 pesos argentinos) ou cama ejecutivo, onde a cama deita 180 graus, também tem refeições e custa em torno de 550 pesos argentinos.

 

Salta é uma cidade de vale a visita. A praça central é um charme e dali é possível visitar outras cidades na divisa com a Bolívia, como Pumamarca e a montanha das sete cores. Aproveite também para visitar as vinículas, sobretudo as de vinhos Torrontes. São dois os vinhos e regiões símbolos da Argentina: Mendoza e os encorpados e vermelhos Malbec e Salta e os brancos e frutados Torrontes.
De Salta ao Salar de Uyuni também fomos de ônibus. Até a divisa é tranquilo, confortável, no patrão argentino. Passou a fronteira é estrada de terra, ônibus capenga, aventura mochileira. É divertido. Pegue um ônibus até La Quiaca (a cidade no lado argentino) e cruze a fronteira a pé para Villazon, a cidade boliviana na divisa dos dois países.
De Villazon existem trens até Uyuni, mas são sempre concorridos e não conseguimos passagens. Não saem todos os dias, apenas segunda, quarta, quinta e sábado. A saída é as 15h30 (atenção porque tem uma hora de diferença do horário da Argentina para a Bolívia) e a chegada é tarde da noite. Se for segunda ou quinta o trem é chamado de Expresso Del Sur e chega as 23h50. Quarta e sábado o trem é o Waka Waka del Sur e chega 1h30. As passagens custam em torno de 20 dólares americanos a melhor classe (a metade na mais barata, mas não vale a pena). Se quiser aventurar a comprar a passagem online o site é http://www.fca.com.bo/. Não deixe pra comprar na hora (nem na semana): é quase certo que não vai conseguir.
Se não rolar, como aconteceu com a gente, o jeito é pegar um dos ônibus sofridos no terminal de Villazon. Saem as 18h mas não tem direto a Uyuni. São duas opções: ou você pega um até Atocha e de outro, no dia seguinte, para Uyuni. Ou pega o das 20h para Potosi e de lá para Uyuni. Como fiz a viagem em 2009 não lembro os preços e tempos direito, mas lembro que era barato e demorado. As estradas são todas de terra, esburacadas e a viagem parece demorar uma eternidade.
Em Uyuni o melhor é pegar um passeio que vá ao salar logo pela manhã, para ver o sol nascer. Nada é caro por lá: com “Uan dóla” você compra qualquer coisa, hotéis são econômicos mas não espere muito conforto. Os passeios normalmente incluem uma noite em um hotel de sal, perto ou dentro do salar e o passeio em 4×4 pela reserva.
Existe outra forma de chegar ao salar pelo Chile, cruzando o Atacama, mas este caminho eu não conheço. Uyuni, a cidade, não tem nada: uma vilazinha do interior cheia de turistas do mundo inteiro, muitos mochileiros europeus, todo mundo esperando a chegada ou saída dos trens.
De Uyuni pegamos outro ônibus até a capital, La Paz e de lá fomos a Copacabana, que é bacana. Atravessamos o lago, fomos para Cuzco e Machu Pichu e de lá, também de ônibus, chegamos a Lima. Mas isso já é outra história…
No FLickr tem um álbum com fotos de Salta e outro da Bolívia. Veja lá!
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