A trilha da trilha: Roberto Carlos – Se você pensa

Antes de tudo eu preciso agradecer a todos que deixaram mensagens aqui e nas outras redes depois do incidente. Muito obrigado. Elas ajudaram bastante na decisão de continuar na trilha. Fiquei bastante abalado psicologicamente com a história e a cada mensagem de apoio que chegava era a certeza que eu deveria continuar.

Tenho que agradecer também aos amigos que fiz por aqui. A força que me deram foi fundamental. (Eu sei que vocês estão lendo isso com tradução automática, portanto sintam-se abraçados mais uma vez. Vocês sabem quem são…)

O hostel onde fiquei por três noites em Bishop é incrível – talvez o melhor que tenha ficado, seja na AT ou aqui – e era difícil sair dali. Mas era preciso.

Por isso hoje depois do café da manhã resolvi dar no pé. Acertei a noite que estava devendo e as 11 fui pra estrada pegar uma carona. Queria chegar a Ashland, Oregon, mas sabia que era difícil: é uma viagem de 800 quilômetros. Mas qualquer lugar após Sierra Nevada já era vantagem. Por isso fiz duas placas pra carona: a primeira dizendo simplesmente “norte”. A segunda com os nomes das principais cidades: Reno, Chester e Ashland.

Na minha primeira tentativa, no local que a dona do hostel me indicou, na entrada da cidade, não tive sorte. Tentei por uma hora e nada. Resolvi seguir meu instinto: fui para um posto de gasolina no outro lado de Bishop e quinze minutos ali um casal me ofereceu levar até Mammoth Lakes, 70 km adiante. Aceitei. O filho deles também está fazendo a trilha e também pulou a Sierra.

Em Mammoth Lakes peguei outra carona que me levou até mais 50 km adiante, até Lee Vining. Desta vez com o um ex-dono de um hostel que fez a trilha três vezes e que me garantiu que o melhor lugar seria ficar em posto numa estrada que leva ao parque de Yosemite. Depois de meia hora sem sucesso ali, resolvi de novo seguir meu instinto: andei até a cidadezinha e antes que me desse conta uma moça parou e me ofereceu levar um pouco mais ao norte.

No caminho ela liga pro namorado e combina de ir até onde ele está, fora do caminho original que ela iria fazer mas bem mais próximo da trilha. E me deixa, algumas horas depois, na entrada da trilha em Donner Pass. Eu poderia ter ficado em Truckee e pegado um ônibus de lá até Ashland, mas resolvi ir andando. Quero ver como está a neve a partir daqui. Se sentir que está complicado, vou até a cidade e pego o ônibus para o norte. Afinal, sigo sozinho e daqui pra frente tudo vai ser diferente.

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