Back on trek

Faz algumas semanas que resolvi fazer um detox voluntário de Internet e redes sociais. Primeiro apaguei do celular todas as redes sociais – Facebook, Instagram, Twitter. Depois saí do Facebook – naquela forma que a conta está lá, mas posso voltar quando quiser. As contas no Instagram e Twitter continuam ativas – mas não as tenho usado.

Não é a primeira vez. Já saí de todas elas antes, já perdi todos os amigos, seguidores, fãs, curtidas, inscritos, seja lá como é chamado esse séquito é em cada uma das redes. Aqui no blog mesmo não escrevo desde a caminhada com a Alê em Torres del Paine e fico vendo os números caindo.

Mas é hora de começar a voltar. A princípio, aqui. Daqui a pouco nos outros canais.

O que tenho feito nesse tempo, desde a última trilha?

Tenho visto muitos filmes. Em 2018 foram 95, e contando. Além de séries, que tenho visto muito menos esse ano. Handmaid’s Tale é a único, mas não consigo ver mais que um episódio por semana. Preacher ainda não retomei. Westworld não passei do segundo episódio. Da primeira temporada…

No Netflix estreou Made to be Broken (De Volta ao Recorde). O documentário conta os desafios de Karl Meltzer pra bater o recorde de tempo para completar a Appalachian Trail. O filme foi produzido pela Red Bull, mas não decola nos pouco mais de 40 minutos. Spoiler Alert: Karl bateu o recorde, que foi esmagado no ano seguinte por Joe McConaughy – ele passou por mim e Wash Bear quando fazíamos todo o esforço do mundo e gastávamos uma energia que não tinhamos para atravessar a milha mais difícil da AT. Joe “Stringbean” McConaughy passou pela gente correndo, pulando de pedra em pedra, tirou uma foto nossa e seguiu caminho.

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Made to be Broken não é nada de mais, mas quer ver um filme bonito e mais inspirador sobre a AT? Assista “The AT Experience“. Você pode comprá-lo ou alugá-lo online, e vai te dar uma ideia bem melhor do como realmente é a trilha. O filme foi inteiramente feito por Andrew “Reptar” Forestell, que completou a trilha em 2016 e gravou mais de 900 GB – ou 24 horas de imagens – sobre sua caminhada.

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Eu não preciso te pedir pra assistir Nanette, da comediante australiana Hannah Gadsby porque você, pessoa antenada que é, certamente já viu (se não viu parede de ler agora e vá assistir no Netflix. Aqui está o link. Se não está convencido(a) leia esse artigo.

Tenho ouvido muito, mas muito podcast. Comecei a ouvi-los com mais frequência durante minhas longas trilhas: já ouvia na Estrada Real e descobri algumas pérolas como Serial e S*Town (simplesmente ouça) quando fazia a AT. De volta a BH escuto no meu trajeto diário de casa pro trabalho. Continuo ouvindo os meus programas semanais prediletos – 99% Invisible (melhor episódio recente: Right to Roam), Revisionist History (gosto muito dos livros do Malcolm Gladwell, ele é um comunicador incrível e estou super curioso com seu novo programa, com o Rick Rubin), TED Radio Hour (não saiu nenhum episódio recente, mas nunca me canso de ouvir os antigos), This American Life, Pop Culture Happy Hour (minha fonte de informação sobre TV, cinema e música). E inclui no meu playlist novos prediletos, como Heavyweight (ouça o episódio com 2 da primeira tempporada, Gregor), Sound Matters (incrível trabalho de edição) e um ou outro ShowCase. Em português só mesmo o do Portal Extremos.

Aliás, S*Town vai virar filme

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Tenho lido O Gigante Enterrado, do Kazuo Ishiguro, que o Kiko me emprestou. E intercalo ele com Vagabonding: An Uncommon Guide to the Art of Long-Term World Travel, do Rolf Potts. Dois livros sobre viagens, mas com pegadas completamente diferentes. Recentemente li e recomendo Dinheiro, Eleições e Poder: As Engrenagens do Sistema Político Brasileiro, do Bruno Carazza. Na verdade servi de cobaia, lendo o original e dando uns pitacos pra deixar esse tema árido atraente pra um leitor leigo. No caso, eu.

Falando em livro, sei que alguém vai perguntar sobre o meu. Tenho algumas páginas escritas, mas não estou satisfeito com o formato. Não tenho pressa, e quero que seja atrativo. Ainda não achei o tom. Mas continuo pensando no assunto.

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Um comentário sobre “Back on trek

  1. Bom ter notícias suas! Gostei do conteúdo, boas dicas! Vou correr atrás de algumas. Lembrei de você quando vi o anúncio do filme da at no Netflix, mas ainda não deu para assistir.

    Grande abraço

    Bruno

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