Central a Chileno, Chileno-Base Torres de Paine-Chileno: 11km

Penúltimo dia de viagem. O dia de, finalmente, chegar à base de Torres del Paine…

Nove horas tem sido o nosso horário de saída. Tento sair mais cedo, mas o clima não está ajudando. Mesmo com o clima frio (tem feito 0º à noite) a gente acorda às 6:30, mas enrola pelo menos uma hora pra sair da barraca.

Hoje não foi diferente. Talvez tenha sido a noite mais fria da viagem – mas a chuva parou. Saímos do acampamento Central, por onde tínhamos passado no primeiro dia e onde vamos passar amanhã (ele fica bem na recepção do Parque) e subimos para o Chileno.

“Nossa, eu não sabia que hoje seria só subida!”, reclamou a Alê. Sabia sim, só não lembrava. A gente passou dia a dia a topografia da trilha e quando fizemos a subida ao Mirador Britânico ainda comentamos que seria um treino pra hoje. Mais um pouco e ela comenta que não está se sentindo bem. Não tenho dúvidas: pego a mochila dela, coloco na minha frente e subo levando as duas. Como é o último dia o peso não é problema…

Chegamos às 11h no Chileno, mas o check-in do camping só abre as duas. Consigo guardar as mochilas no locker e começamos a parte realmente complicada do dia: chegar à base das Torres del Paine.

A primeira metade do percurso é até tranquila. Mas do posto da guarda e antigo acampamento (não tem previsão para reabrir) pra frente a coisa fica mais difícil. Se não bastasse o terreno e a ascensão de 250m em um quilômetro, ainda fomos contemplados com neve, gelo e lama. Escorregadia, a trilha sobe sem trégua até a grande atração do Parque.

Ontem, no Central, Alê conversou com uma moça que havia acabado de descer e ela disse que não conseguiu ver nada. “Só o lago”, ela disse. Hoje ainda deu pra ver, em parte, as Torres e o Nido de Cóndor, a montanha escura ao lado das Torres. Passamos uns minutos ali, lanchando e fazendo fotos, até voltar.

Nossa reserva no Chileno é pensão completa (Full Board, com jantar, café da manhã e um kit lanche). Pelo que entendi aqui só pode assim, já que não pode fazer fogo em nenhum lugar. E o preço é salgado: um espaço de camping mais a pensão são 120.000 pesos, ou 650 reais pra nós dois. Se também quiser a barraca adicione mais uns milhares de pesos. Um beliche, outro tanto.

Como voltamos já perto das cinco das Torres, já não haviam mais plataformas pra gente. Mas nos cederam uma barraca já montada: um pouco mais de espaço e menos trabalho.

Amanhã o plano é acordar às 5h pra estar antes das 7h30 de novo na Base das Torres. Isso, claro, se a chuva cooperar…

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