Francês a Central: 15,5km

Na minha imaginação o caminho entre o Acampamento Francês e o Central seria em um dia de sol, com a luz refletindo nas águas verdes do Lago Nordernskjöld. Eu e Alê estaríamos felizes por já estarmos terminando a trilha. A gente fazia planos de outras num futuro próximo: Nova Zelândia, Santiago de Compostela, quem sabe a PCT…

Mas a realidade é dura. A chuva e o frio castigaram o caminho inteiro. O Monte Almirante Nieto estava coberto de neve. A chuva não dava trégua e o frio doía os ossos. Alê apenas dizia que a próxima viagem vai ser do jeito dela, ficando em hotel e cama de verdade.

O tempo só estiou quando deixamos de margear o lago e avistamos ao longe o Hotel Las Torres. Para o pesar da Alê não seria ali que a gente iria passar a noite – que custa “apenas” mil dólares a diária – , mas no Camping Central, alguns metros depois.

Escolhemos o local pra montar a barraca, bem ao lado de uma mesa de picnic, e quando vou preparar um jantar encontro jogado no chão um cartão de memória de máquina fotográfica. Nesse momento alguém deve estar muito chatiado(a) por ter perdido todas as fotos da viagem… Como não tenho como acessar o cartão por aqui o jeito vai ser levá-lo pra casa pra tentar encontrar o (a) dono(a) e enviar pra ele(a) as fotos…

Como amanhã é o último dia inteiro e nossa reserva no Acampamento Chileno inclui jantar, café da manhã e lanche, o jantar foi caprichado (pra tentar diminuir ao máximo o peso da mochila): de entrada, creme de aspargos com parmesão e crocantes de gengibre (na verdade uma sopa tipo Vono com queijo ralado e as migalhas do biscoito que espatifou). De antepasto, atum ao azeite de girassol com alho e ervas (um atum que a gente já tinha, frito no azeite com um tempero de salada desidratado). Como principal tivemos Noodles ao molho picante de carne (um miojo). E sobremesa, torrones uruguaios (era torrone mesmo, uruguaio também…). Pra vocês verem como a descrição dos pratos faz diferença na cozinha…

Amanhã é chegar ao Acampamento Chileno e dali seguir até a base de Torres del Paine. Se o dia tiver bom, na manhã seguinte eu sigo sozinho de novo, pra ver o nascer do sol. Alê já disse que não vai: a barraca não é nenhum quarto de hotel mas ainda assim é melhor que estar lá fora nesse frio…

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