Japão – fechando a primeira semana

Dia 5 (12/11) – Sábado – Kamakura/Shinjuku

15 de novembro é celebrado no Japão o Sichi-Go-San. Literalmente, Sete-Cinco-Três. É o dia em que os pais levam as crianças – meninas de três e sete anos, meninos de três e cinco – aos templos e santuários para pedir saúde e felicidade. Um rito de passagem, onde as crianças são vestidas com kimonos especiais.

A tradição conta que até os três anos  as crianças deveriam ter os cabelos raspados. A partir daí deixam de ser bebês e podem deixar o cabelo crescer. É a kamioki, literalmente “deixar os cabelos”. Meninas então vestem um kimono especial, adornado por uma faixa de seda, o san-sai-furisode. Aos cinco, os meninos vestem pela primeira vez em público o hakama e o haori, as roupas típicas do samurai. E aos sete as meninas vestem o nana-sai-furirode e o obi, kimonos e faixa de seda especial. Durante o Sichi-Go-San as crianças ganham chitose ame, a bala de mil anos, em uma embalagem com desenhos de tsurus e tartarugas. “tsuru wa sen nen, kame wa man nen” (o tsuru vive mil anos e a tartaruga, dez mil anos, dizem os japoneses).

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Sichi-go-san

A tradição remete ao ano de 794. Sete, cinco e três são números de sorte na cultura japonesa. E a celebração acontece no dia 15 porque 15 é a soma dos três números. E como este ano o dia 15 cai no meio de semana, é comum que a visita seja feita no final de semana anterior. Por isso separamos o sábado para ir a Kamakura, onde está Daibutsu, o grande buda de bronze. A ideia é passar o dia por ali e voltar à tardinha ou início da noite.

Pra chegar a Kamakura vamos pegar a linha JR Yokosuka. Custa 1100 yen o trecho (cerca de 11 dólares). Já sabemos que por ser final de semana e com festa especial, os templos vão estar lotados. Mas ideia aqui é esta mesma: entrar de cabeça na cultura e no costume. Além do grande Buda, Hasedera e Hokokuji são os templos principais, e já sei que a melhor forma de ir de um pra outro é andando – apesar da sinalização ser só em japonês. Existem várias trilhas que ligam os templos, e certamente esse vai ser o meio de transporte.  Cada uma tem pouco mais de 2 km, uma hora de caminhada. Vai ser diversão pura.

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Sichi-go-san

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Kamakura

Na volta à Tokyo, se não estiver quebrado demais, a ideia é passear em Shinjuku. Se possível comer algo na depachika da Isetan e uns goles na Golden Gai. Mas antes ver a cidade do alto da torre do Tokyo Metropolitan Government Offices. O prédio, com desenho do Kenzo, fica aberto até as 11 da noite. E pegando o elevador na torre 1 dá pra subir até o observatório, a 202 metros de altura, pra ver a cidade (e até o Monte Fuji, se o dia estiver claro).

Depachika é uma palavra japonesa que significa “subs0lo da loja de departamentos”. É, eles tem uma palavra pra isso… Porque nos subsolos das lojas de departamento estão vários restaurantes, muitos de qualidade, e no final do dia, quando a loja está prestes pra fechar, os preços despencam. E a depachika da Isetan, dizem, é das melhores.

A Golden Gai foi dica do Danilo. Uma série de seis vielas com mais de duzentos bares, alguns com espaço pra não mais que meia dúzia de clientes. Visto do alto é impressionante (dá uma procurada aí no Google Maps). Tô curioso.

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Golden Gai

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Depachika

Dia 6 (13/11) – Domingo – Korakuen/Ueno Park/Tokyo National Museum

Mais um dia de parques, templos e descanso. Se é que isso é possível numa cidade como Tokyo.

Pela manhã o projeto é sair do tradicional reduto de turistas e seguir pra região de Korakuen. Koishikawa Korakuen é onde a gente deve passar parte da manhã. Pelo que vi de fotos no outono deve estar um desbunde. Ali perto também tem a Geisha Shinmichi, antiga rua das geishas e a atmosférica rua de Hyogo-yokocho, com seus calçamentos de pedras. O parque de Rikugi-en é considerado por muitos o mais bonito da cidade. Fica mais ao norte. Talvez a gente visite.

 

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Koishikawa Korakuen

Pra depois do almoço a gente estica até o Parque Ueno. Vamos incluir o Museu Nacional de Tokyo, que fica ali perto, no passeio.

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Parque Ueno

Dia 7 (14/11) – Segunda – Tokyo/Nikko

Dia de sair do apartamento da Tokko e procurar outro lugar. Se a gente seguir o roteiro até aqui já vamos ter feito boa parte de Tokyo. Claro que ficaram faltando pontos turísticos na cidade (não incluímos, por exemplo, a região de Roppongi nem Tokyo Bay… Deveria?). Mas a ideia agora é ir pro interior.

Kamakura, a outra cidade nas proximidades de Tokyo que a gente queria visitar, fica ao sul e se tudo correu como o previsto já a visitamos no final de semana. Nikko fica ao norte, e a melhor forma de vê-la parece mesmo ser ir e vir a partir de Tokyo.

Os trens custam 2670 yen ida e volta e a viagem dura duas horas e meia. É preciso sair cedo pra chegar lá por volta das 9h. E o retorno é por volta das 19h30. Mas o ticket vale por dois dias. Pelo menos foi isso que eu entendi no site da empresa de trem…

O que leva as pessoas a Nikko é o parque, patrimônio da humanidade pela Unesco, e suas dezenas de mosteiros e templos. E no outono o lugar é especial, dizem. A questão aqui é se ficamos uma noite em Nikko ou voltamos pra Tokyo, para depois seguir a Hakone. Ficando (acho que vai ser o caso) é achar um lugar. No dia seguinte a gente volta ainda na parte da manhã pra Tokyo e já segue pra Hakone, onde passamos mais uma noite…

Update: Andei olhando Airbnb, hotéis, ryokan no site que o Rafael indicou (o Japanican) mas acabei optando por um lodge que estava com ótima pontuação no Booking, o Inn the Mist. Fica perto dos templos e do centro e custou 12000 yen (380 reais). Então está decidido: a noite vai ser em Nikko.

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Nikko

 

Dia 8 (15/11) – Terça  – Nikko/Hakone

Acordar, passear pelo parque de Nikko, pegar o trem, ir pra Tokyo, trocar de estação, pegar o outro trem, ir pra Hakone. Dia de transporte, basicamente.

Hakone, assim como Nikko, foi dica do Diego, que estava morando em Tokyo. São três as razões de vir aqui: ver o monte Fuji de “perto”, já que não vou poder subir o monte (a temporada fecha em agosto), ver o Museu Aberto, com obras de Henry Moore, Rodin, Miró e outros e aproveitar um Onsen, banhos de águas termais. Nada mal.

A brincadeira vai ter um preço, claro. A passagem pra Hakone custa 5140 yen (51 dólares) e vale também por dois dias (56 dólares por três). Os onsen custam a partir de 1500 yen. E a noite em um albergue vau custar mais uns 5000 yen por pessoa. Espero valer a pena.

Update: já decidi e aqui a opção foi o Airbnb. Não achei nenhuma hospedagem com bom custo/benefício. A casa do Susumu parece ser bem localizada e ele tem uma cara boa. O preço é a média da região: R$350,00 por noite.

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Hakone

Pronto: primeira semana no Japão decidida. Agora é resolver os outros 7 dias. Kyoto? Alpes? Kanazawa? Comprar o JR Pass? Viajar de ônibus? Tenho mais uns dias pra decidir, antes de pedir o visto…

Tem alguma sugestão? Me conta.

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