Sanduíche de carne de porco

Uma pausa nas dicas de Sydney pra eu colocar uma receita de um sanduíche que eu me apaixonei. Surgiu da forma clássica, abrindo a geladeira e pensando: “e aí, o que tem pra comer?”. O que tinha eram uma sobras de ingredientes de outros pratos que combinei e fiz o sanduíche. Não é pra qualquer um, já que tem alguns ingredientes odiados por algumas pessoas (como pimenta e coentro).

O que eu fiz e dou a receita aqui levou o seguinte:

  • pão turco (um pão macio e branco, com textura próxima ao do pão de hamburger. Não, não é o árabe… Pode usar pão de sal que tenho certeza que vai ficar bom).
  • carne de porco (eu usei uma costeleta, que desossei pra fritar. Uns 150  gramas))
  • hummus (2 colheres)
  • espinafre (uma mão)
  • rúcula (uma mão)
  • pimenta chili (1 pequena)
  • cebolinha (1 cabeça)
  • alho (1 dente)
  • coentro (uns 3 galhos)
  • queijo (usei um pecorino, mas pode ser parmesão ou outro qualquer)
  • manteiga
  • azeite
  • tomilho
  • sal e pimenta a gosto

As porções, como sempre, vão variar de acordo com o seu gosto. Eu fui fazendo tudo meio que no olho, então já viu…

O passo a passo começa com a preparação do que você vai precisar: separe as folhas do coentro, pique a pimenta e a cebola, lave a rúcula e o espinafre, corte o pão ao meio. Depois disso e só fazer o seguinte:

  1. Tempere a carne de porco com sal e pimenta.
  2. Esquente o azeite em uma frigideira anti aderente e frite a carne. Minha dica: vire a carne a cada 20 segundos, até que fique torradinha por fora e cozida por dentro. Leva uns 10 minutos.
  3. No final do processo, quando a carne já estiver quase no ponto, coloque uma colher de manteiga e o tomilho, misturando bem.
  4. Quanto estiver no ponto tire do fogo e enrole  a carne em um papel alumínio.
  5. Coloque o pão no forno ou grill, para que fique crocante e selado. Você pode usar também uma frigideira anti aderente sem untar.
  6. Na mesma frigideira que fritou a carne coloque a cebola picada, a pimenta, o alho, a cebolinha e os cabos do coentro. Frite por alguns segundos, até a cebola ficar transparente.

Pra montar o sanduíche:

  1. Passe o hummus em cada uma das metades do pão.
  2. Tire a carne do papel laminado e fatie. Coloque no pão, com o caldo que soltou por cima.
  3. Coloque os temperos que você fritou (cebola, alho, pimenta)
  4. Na outra metade do pão coloque o espinafre, a rúcula e as folhas do coentro.
  5. Rale o queijo por cima de tudo.
  6. Feche o sanduíche e delicie-se.

Eu adorei. Tem um pouco de tudo: lembra banh mi, os deliciosos sanduíches vietnamitas, que também levam o coentro e a carne de porco. Mas também tem um quê de mexicano e de Oriente (por causa do pão turco e do hummus).

Faz e conta como ficou o seu.

 

 

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Sydney no aperto – O que fazer

Esta é a quarta parte da série sobre Sydney no Aperto. Como curtir uma das cidades mais caras do mundo sem muito dinheiro? As três primeiras partes, sobre passaporte e visto, a viagem e transporte estão aqui, aqui e aqui.

Você chegou à Austrália. A grana tá curta, mas pelo menos você está aqui. E agora? O que fazer pra curtir a cidade sem gastar os tubos?

Felizmente alguns dos melhores passeios de Sydney são gratuitos ou custam pouco. Por exemplo: você já comprou o seu passe semanal de transporte, certo? A melhor vista da cidade é justamente das balsas. Vá a Manly e volte no final do dia para ter uma visão inesquecível do skyline de Sydney, por exemplo. Quem sabe você não encontra uma baleia ou golfinhos no caminho?

Outro passeio imperdível é a caminhada de Bondi a Bronte. O passeio dura cerca de 2 horas e percorre cerca de 6km. A vista é inesquecível e se você estiver visitando entre outubro e novembro, pode ainda apreciar a Sculptures by the Sea, uma mostra de esculturas que acontece no percurso. Infelizmente a caminhada não é aconselhada para pessoas com dificuldades de locomoção.

Outros passeios e caminhadas pela orla garante bons ângulos para fotos e cenários cinematográficos. De Manly à Spit Bridge, por exemplo. É mais puxado que o de Bondi à Bronte, mas particularmente é o meu predileto. Vale o esforço, eu garanto.

Museus gratuitos. A qualquer dia

Algo mais cultural? Os melhores museus de Sydney não custam um centavo. Amantes de arte moderna e contemporânea tem no MCA – Museum of Contemporary Art um paraíso. Fica em Circular Quay e além de uma ótima coleção permanente tem sempre mostras exclusivas: de 15 de novembro a 23 de fevereiro de 2013, por exemplo, abriga a maior retrospectiva de Yoko Ono.

Outro imperdível – e gratuito – é o NSW Art Gallery. Localizado bem no centro da cidade, na entrada para o Royal Botanic Gardens, tem uma excelente coleção de arte moderna australiana. A entrada é gratuita todos os dias e nas quartas fica aberto até as 10 da noite. É imperdível.

Para quem quer conhecer um pouco da história de Sydney a Government House – sede do governo local, mas que na prática funciona como museu e local para recepções formais – está a poucos metros da Opera House e também é gratuita. Funciona sextas, sábados e domingos, mas vale checar antes se não estará fechada para eventos. O castelo, dentro do Botanic Gardens, guarda uma boa coleção de artes e a tour dá boa dicas sobre a colonização do local.

Outra dica para quem quer saber sobre a história da cidade é o The Rocks Discovery Museum. A poucos metros do MCA, fica no histórico the Rocks, o primeiro bairro da Austrália (e onde você pode visitar os pubs mais antigos…).

Amantes de fotos vão gostar do Australian Centre for Photography. Também gratuito, tem mostras permanentes e exposições temporárias.

Não curte fotos mas ama barcos? Vá então para Darling Harbour e visite o Maritime Museum. Outro bom museu (hey, você pode entrar em um submarino!) gratuito.

Mais uma opção para quem curte arte são as diversas galerias espalhadas pela cidade, sobretudo em Surry Hills e Darlinghurst. Uma ótima oportunidade pra conhecer um pouco da produção contemporânea de Sydney – e, quem sabe, comprar um quadro por uma pechincha e que daqui a alguns anos vai valer alguns milhões?

Sydney no aperto – transporte

Então você chegou ao Kingsford Smith Airport em Sydney. Passou pela imigração (não parou na quarentena porque leu a dica na primeira parte deste post) e pela alfândega (também foi tranquilo porque leu a segunda parte). Agora você precisa chegar a cidade. O que significa começar a gastar seu dinheiro. Em dólar australiano…

Apesar de ser perto do centro – se você decidir ir andando, ele está a apenas 10 km das principais atrações de Sydney – chegar e sair do aeroporto não é barato. Veja: se você tomar um trem da estação central para Mascot, a estação de metrô mais próxima do terminal, vai pagar A$3.60. Para o aeroporto o preço sobe para A$15.90. Isso porque as duas estações dentro do aeroporto – International Airport e Domestic Airport – são privatizadas.

A primeira dica: o dinheiro está curto mesmo? Quero economizar estes 12.30 dólares australianos (são R$26.00)?  Particularmente não recomendo, mas a dica é ir para o Domestic Airport e de lá caminhar até a estação de Mascot. São 20 minutos de caminhada, ou 1,5 km pela O’Riordan St e pegando a Bourke Rd a esquerda. Com malas, depois de viajar 24 horas, pode não ser a melhor economia do mundo. Apesar do preço salgado, a estação é literalmente dentro do aeroporto e te deixa em qualquer lugar na cidade.

Outra opção é pegar uma das vans que fazer o circuito centro-aeroporto. Partem dos principais hotéis (dali você pode caminhar até o seu) e custam em torno de A$12.00.

Transporte, como você já percebeu, é um dos responsáveis pelos salgados preços de Sydney. Os preços variam de acordo com o horário (horários de pico são mais caros) e distância. Metrô custa a partir de A$3.60 o trecho. Ônibus a partir de A$2.20.

Se ficar na cidade por uma semana ou mais vale a pena comprar um ticket que vale por um período maior. E aí começa a matemática… Tente me acompanhar. Se você for andar exclusivamente de ônibus existe o MyBus TravelTen, que dá direito a 10 viagens. Mas como eu disse, as viagens, mesmo de ônibus, variam de acordo com a distância. Existem TravelTen para 2, 5 ou 6 ou mais setores. A maioria das atrações turísticas estão nos setores 1 ou 2, então o mais barato resolve. Dez viagens de ônibus (cinco ida e volta) vão te custar A$17.60.

Vai precisar incorporar outros meios de transporte, como metrô, trem e ferry (aconselhável e você for visitar North Sydney, Manly e outras atrações)? Então sua opção é o MyMulti. De novo, varia de acordo com a distância. E desde setembro de 2013 os preços e áreas mudaram, deixando o custo mais cara para o turista. Para percorrer todo o circuito, inclusive Manly, só comprando o MyMulti3, que dá direito a ilimitadas viagens de trem, ônibus ou ferry por uma semana. O preço? Salgados A$61.00.

A segunda dica então é: encontre um apartamento que seja no centro ou perto dele. Um local onde você não precise gastar com transporte todo dia para ver as principais atrações da cidade. Existe um albergue barato em Manly? Só vale a pena se você for ficar por lá o tempo todo. O mesmo pra Bondi. Se quiser gastar pouco com hospedagem e transporte, o melhor é ficar no centro (CBD ou simplesmente Sydney – veja se o CEP do hotel ou albergue é 2000) ou em regiões como Ultimo, Chippendale, Woolloomooloo, Surry Hills e Potts Point, todas coladas no centro e às principais atrações turísticas.

Mas como pegar alguma das muitas formas de transporte público disponíveis em Sydney – ônibus, trem, metrô, balsa, bonde – vai ser imprescindível em algum momento da sua viagem, o melhor é planejar. No site 131500.com.au é possível calcular preço, tempo e rota da sua viagem. E aqui você tem uma lista de apps que pode baixar pro seu celular.

Transporte de graça

 

CBD-ShuttleMesmo sendo caro, é possível encontrar opções de transporte coletivo onde você não vai gastar um centavo. O ônibus 555 vai da Central Station à Circular Quay, de onde parte as balsas, a cada dez minutos, sempre pela George Street. Roda todos os dias a partir das 9 da manhã. Durante a semana o último parte as 3h30 da tarde (exceto quinta, o dia de compras e que o comércio fica aberto até mais tarde, onde o último é as 9 da noite). Nos finais de semana o 555 roda até 6 da tarde. Pra pegar o ônibus é só achar um dos vários pontos, dar sinal ao motorista e entrar pela porta da frente.

 

Screen Shot 2013-11-03 at 12.16.49 PMOutra opção gratuita e pouco conhecida mesmo pelos locais é o Village to Village Shuttle. Liga diferentes regiões da cidade, parando nas principais atrações e  funciona apenas às quintas e sextas. Os roteiros são os seguintes:

Woolloomooloo/Redfern

Saindo de Woolloomooloo, passa pelos bairros de Potts Point, Darlinghurst, Surry Hills e Redfern, com paradas em lojas, na estação de metro de Kings Cross, no Vincent’s Hospital e na Central Station.

Woolloomooloo/Broadway

Sai de Wolloomooloo e vai à Broadway, passando pelo centro. Inclui paradas no Ian Thorpe Aquatic Centre, Sydney Fish Markets e Broadway Shopping Centre.

Redfern/Broadway via Glebe

Liga Redfern, Waterloo e Glebe com paradas no RPA Hospital, biblioteca de Glebe, Sydney Fish Markets e Broadway Shopping Centre.

Redfern/Broadway via Alexandria

Passa pelo bairro predileto dos hipsters, Newtown, com passagens pela Dank Street, Green Square, RPA Hospital e Broadway Shopping Centre.

O quadro com os horários e roteiros dos ônibus pode ser baixado aqui.