Salada de Abobrinha com Grana Padano e Filé com Crosta de Porcini

Era pra ser uma daquelas noites comuns: cheguei em casa cansado do trabalho, não planejava fazer nada, no máximo algo muito rápido para jantar enquanto assistia algum episódio de uma das minhas séries prediletas (acompanho uma meia dúzia delas atualmente). Mas o que era pra ser algo simples, despretensioso, virou um dos melhores jantares do ano – e olha que tenho cozinhado pelo menos três vezes por semana.

Rápido foi: em pouco mais de meia hora estava pronto – um soco na cara daqueles que dizem que não tem uma alimentação saudável por falta de tempo (balela! balela!!).

Foram dois pratos – uma salada de abobrinha de entrada e um bife com cogumelo porcini de principal – acompanhados de um vinho que caiu como uma luva com os dois.

 

Pra fazer a abobrinha (para duas pessoas) você vai precisar do seguinte:

abobrinha

queijo grana padano ou parmesão ou qualquer outro queijo duro

manjericão

fruta seca (amêndoas ou castanha do pará ou nozes, você escolhe)

azeite

limão

sal

pimenta

 

Pra fazer você precisa ainda de um descascador de legumes ou um mandolin. Fatie a abobrinha com esse instrumento – com o descascador, é só ir descascando sem parar, tirando finas, quase transparentes, fatias da abobrinha. Coloque isso numa vasilha e misture as folhas de manjericão. Numa vasilha menor misture o azeite e o limão, numa proporção de 3×1 (por exemplo, 150 ml de azeite e 50 ml de limão), mais o sal e a pimenta a gosto. Agora é montar o prato: coloque a abobrinha com o majericão, fatie o queijo tal qual você fez com o legume por cima, coloque a fruta seca e tempere com o molho. Assim, tudo cru, no prato. Aproveite.

Ao mesmo tempo que fatiava e preparava isso, eu fazia a carne, também para dois. Deixei o forno já esquentando e separei dois filés altos, 100 gramas de cogumelo porcini desidratado, dois dentes de alho, azeite, manteiga, sal, pimenta.

Triturei o cogumelo num processador de alimentos até ficar parecendo uma terra, pequenos pedacinhos secos de porcini. Em uma vasilha misturei isso ao alho amassado, um pouco de azeite, sal, pimenta e reservei. Selei os filés na frigideira com azeite e manteiga e quando estavam prontos (ou seja: quanto as laterais da carne já estavam queimadas, para que o líquido de dentro não pudesse sair) coloquei a mistura de cogumelos e alho por cima e levei ao forno. Enquanto eu comia a entrada a carne ia assando. Ficou ali uns 10 minutos em fogo médio, só o tempo necessário para que a mistura de azeite e cogumelos secos ficasse no ponto e o interior da carne aquecido – mas ainda vermelho, do jeito que deve ser.

Tirei do forno, deixei descansar uns 5 minutinhos – o grande erro que as pessoas fazem é não deixar a carne descansar depois de tirá-la do forno – e pronto.

Como disse, isso foi servido com um espanhol excelente, o Milcampos Tempranillo. Leve, ele combinou com o sabor mais terroso tanto da abobrinha quanto do cogumelo. O trio deu dão certo que no dia seguinte resolvi fazer um repeteco, desta vez com um vinho um pouco mais encorpado: o também espanhol – e excelente – Xabec. A combinação foi tão boa quanto, apesar do primeiro, mais leve, ter caído melhor. Outra mudança foi trocar as amêndoas da salada por castanha do Pará. Também ficou tão bom quanto a primeira.

A dica está dada. Teste aí e me conte.

 

 

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Oeuf Cocotte

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Virou uma mania domingueira: acordar e preparar Oeuf Cocotte (carinhosamente chamado de ovo cocota). O negócio é bom de uma quantidade, fácil e relativamente rápido. A receita original eu tirei do ótimo Home Made – The Ultimate DIY Cookbook, livro bacanão da Yvette Van Boven, lançado pela editora Stewart Tabori & Chang.

O bom do ovo cocota é que assim como um risoto ou omelete, ele tem uma receita base e variações mil, que vão depender do que você tiver na sua geladeira ou da sua criatividade.

Pra fazer você precisa do seguinte:

. Creme de leite (use o fresco, faz diferença)
. Ovo (caipira, orgânico)
. Sal e pimenta
. Um verde (salsinha ou tomilho ou manjericão)
. Recheio (calma, vou te dar umas opções abaixo)

Pra fazer não tem segredo:

Pré-aqueça o forno na posição 4. Num refratário individual coloque o creme de leite, tempere com sal e pimenta, coloque o recheio e por fim quebre o ovo e coloque o verde. Leve para assar em banho maria por 15 minutos, aproximadamente. A regra é deixar a clara dura e a gema do jeito que você preferir. Sirva com torradas.

Os recheios

Eu gosto muito de muçarela, presunto, tomate e cogumelo. Para o cogumelo – a regra vale para qualquer vegetal mais duro – cozinhe um pouco antes de colocar pra assar.

Faço também com muçarela de búfala, manjericão, presunto e cebola, uma tentação.

No livro a autora sugere outros: salmão, presunto cru com curry, ratatouille… De novo, depende de você.

Faz e me conta o que achou.