Matéria no caderno de cultura do Estado de Minas sobre livros de viagem

Há alguns anos fui pesquisador dos guias Fodor´s no Brasil. Escrevi o capítulo sobre Minas Gerais do Gold Edition do guia sobre a América do Sul, o mais vendido nos Estados Unidos. Dois anos depois foi a vez de atualizar também o capítulo do nordeste. Por causa desta experiência, a repórter Mariana Peixoto, do jornal Estado de Minas, me entrevistou em sua matéria sobre o sucesso de livros de viagem no Brasil.

Para ler a matéria na íntegra, basta clicar aqui ou nas imagens abaixo.

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Respondendo questões

Muita gente usa a Internet não sabe a quantidade de informação que ela transmite, mesmo sem querer. Todo mundo que faz um blog, por exemplo, sabe o você digitou no Google – ou em outro site de busca – pra chegar aqui.

Por isso resolvi responder a algumas dessas perguntas.

Muita gente, por exemplo, chega aqui procurando o passaporte gastronômico da Belvitur. Ele só é distribuído a parceiros e clientes da agência e dá descontos em alguns restaurantes em BH. Na maior parte das vezes é compre um prato ganhe outro, quase sempre apenas de segunda a quinta, dias de menor movimento. De novo, somente é distribuído a parceiros e clientes. Se quiser tentar um, passe na agência ou entre em contato com eles.

Minha receita de hamburger também atrai muita gente. Já experimentei alguns, em diferentes cidades, e realmente acho que fazendo como eu explico ele se torna o melhor do mundo. Quer tentar? A receita tá aqui. Mas afinal qual é o melhor? Não comi, mas deve ser esse, do livro Modernist Cousine. Leva 30 horas pra ficar pronto. Quer tentar em casa? O livro onde tem a receita está em promoção na Amazon (agora custa só US$451.98…)

Mas essas questões não são as realmente importantes.

Importante é saber, por exemplo, quanto custa uma garrafa de água em Moscou (em torno de R$2,00) ou o valor de 700 rublos em reais (R$45,00, segundo XE.com). O que comer em Ushuaia (centolla, peixes, frutos do mar, cordero patagônico – tem uma lista de restaurantes aqui no blog) e onde fica The Rocks in Sydney (bem ao lado de Circular Quay, na região central da cidade) são outras questões que ficaram sem resposta. Banais? O prédio de Missão Impossível 2 em Sydney (o Governor Phillip Tower, na esquina de Bent e  Young) ou o jeito correto de cozinhar aspargos (amarrados, na água quente, com a ponta, que é mais macia, para cima, fora da água) são outras formas de se chegar aqui.

🙂

 

 

Planejando uma viagem pra Orlando

Tem viagem nova em breve. Desta vez ao invés de destinos pouco comuns – nada de Patagônia ou Rússia – vou para a manjada (e adorada por brasileiros) Orlando.  E comecei, desde a semana passada, a fazer a minha parte predileta da viagem: o planejamento.

Tem gente que acha um saco, outros odeiam, outros ainda acham desnecessário. É só ver a quantidade de agências de viagem pra comprovar. Muita gente quer simplesmente chegar, aproveitar as férias e não pensar em nada mais.

Eu não.

Eu começo a estudar meu destino alguns meses antes. Leio algumas dezenas de blogs, guias de viagem, estudo mapas, leio os jornais locais, compro revistas, discuto com amigos. Minha viagem começa bem antes.

Eu vejo muitas vantagens nesse estudo. Primeiro é que não chego na cidade completamente ignorante. Assim consigo me enturmar mais, gasto menos tempo em transporte, fico menos perdido. Eu chego no meu destino já familiar com o lugar. Sei onde fica tudo que me interessa, pelo menos na minha cabeça (sempre foi assim. Na minha primeira viagem ao exterior, para Londres em 1996, saí do metro em Camden Town direto para a Rough Trade, a loja de discos que eu mais queria conhecer…). Outras vantagens é que economizo bastante e tenho liberdade: não preciso ficar com um grupo de pessoas e posso fazer o que estiver a fim, e não o que  é colocado pela agência.

Pois bem, já que gosto tanto assim de planejar viagens, resolvi compartilhar isso aqui.

A primeira decisão a fazer, claro, é o destino. Quando a Jade tinha três anos prometi que quando completasse 10 iríamos, como se diz aqui no Brasil, pra Disney (engraçado isso, né? A Disney é um dos conglomerados que possuem parques na Flórida e pra nós, brasileiros, ir pra lá é ir pra Disney. Ninguém diz vou pra Universal… Pior: dizemos ir pra Disneylândia. Nenhum dos quatro parques da Disney nas proximidades de Orlando se chama Disneyland…). Enfim, o tempo passou rápido, ela fez dez em fevereiro e junto com os parabéns veio a cobrança. Orlando, portanto, estava decidido como destino.

Depois disso é a vez de decidir o período e comprar as passagens. Aqui as coisas andam juntas. Passagens baratas significa fugir dos períodos de alta estação – final e meio do ano, período de férias. Pra mim, ótimo: gosto de viajar em épocas mais tranquilas, e pra mim os melhores meses são maio e setembro, para qualquer lugar – passagens são baratas nessa época, o clima é sempre agradável, não tem tanta gente.

Aqui começa a procura de passagens por um preço atrativo. Minha tática é fazer pesquisas semanais, as vezes diárias, a sites e blogs no Brasil e exterior. Visito os sites das companhias aéreas, dou uma passada por lojas como Submarino Viagens e Decolar, vou ao Melhores Destinos pra saber se existe alguma barbada, passeio por sites gringos como o Kayak. Isso me toma uns 20 minutos e me salva algumas centenas de reais. As vezes a diferença é gritante entre um site e outro. As vezes comprar na Submarino, por exemplo, é mais barato. Mas pode valer a pena pesquisar lá e comprar direto no site da companhia aérea.

Foi o que aconteceu desta vez. Vi a promoção no Melhores Destinos, pesquisei na Submarino, comprei direto no da Delta. O preço? R$1114,00 cada passagem, saindo de BH. Precisei pagar as três passagens a vista, mas mesmo assim valeu a pena.

Lição número 1: pesquise bastante. Vai te salvar alguns trocados.

Além de encontrar a passagem por um bom preço, ela precisaria, neste caso, ser para uma semana de feriado, para a Jade não perder tantos dias de aula. Optei pela semana de 7 de setembro. Motivo? Esta é uma das semanas mais tranquilas nos parques de Orlando, pós-férias americanas. Tem a desvantagem de ser no período de furacões na Flórida, mas como Orlando não fica na costa e não tem nenhum histórico, não me preocupei.

Passagem comprada é hora de reservar o hotel.

De novo, pesquisa. Uma ida no Hotels.com, outra no Trip Advisor para lever o que o povo fala, leituras em blogs até decidir qual o melhor. A primeira decisão que precisei tomar foi se iria ficar dentro ou fora dos parques (todos eles têm seus resorts). Prós: ficando hospedado ali você tem direito a visitar o parque uma hora antes dos mortais, pode fazer compras e mandar entregar tudo direto no quarto e não ficar carregando sacolas, pode debitar tudo diretamente no quarto. Contra: tudo isso tem um preço.

A diária em um dos hotéis da Universal, o mais barato, estava em torno de 170 dólares. Na Disney, o mais barato custava mais de 100 dólares por dia. Como já sabia que o período era tranquilo a decisão foi por um hotel a meio caminho entre os dois, onde poderia chegar aos parques com não mais que 15 minutos. Unindo isso a um parque aquático e a diárias de 115 reais para o quarto com duas camas queen size optei pelo CoCo Key  Resort. Os comentários eram favoráveis, o hotel tinha sido renovado recentemente e o valor era ótimo.

Passagem, ok. Hotel, ok. Mas como vou me locomover na cidade?

Sempre prefiro transporte coletivo. Dificilmente alugo carro, mas em Orlando essa parece ser a solução. Taxi é caro, as distâncias são longas e mesmo tendo que pagar estacionamento nos parques – em torno de 15 dólares a diária – vale a pena. Na Avis, uma semana de carro compacto custa menos de 100 dólares (a dica aqui é o seguinte: ao fazer a reserva, marque que você não é residente nos Estados Unidos. O preço cai pela metade.). Como comparação, o taxi aeroporto-hotel ficaria em torno disso. Era isso o que indicava várias dos blogs que li e é esse o caminho que tomei.

Com passagem, hotel e transporte decidido, começa a parte realmente divertida: o que fazer em cada dia, onde ir, o que comer. Isso vai ficar para um segundo texto.