Cardápio de natal.

Com essa minha mania de cozinhar, acabei sendo intimado a cuidar do cardápio do natal da minha família. Normalmente são minhas irmãs que cuidam. As cinco que escolhem e cozinham, enquanto meus três irmãos ficam no bar que meu pai tem em frente a casa da família, em Divinópolis, interior de Minas.

Fez as contas? Cinco irmãs, três irmãos, eu. Todos casados, o que são 9 agregados. E quase todos com filhos. Alguns já casados, outros com namorados e namoradas. E tem os meus sobrinhos-netos, que já começaram a chegar. Resumindo: são umas 50 pessoas, fácil.

Um dia uma irmã passou pela minha casa e fiz um frango com curry daqueles bem rápidos e práticos, já que estava sem tempo. Ela adorou, divulgou pro resto da família e pronto. Este ano elas ficam de folga, eu cozinho.

A minha tática é preparar o máximo de coisas de véspera e só assar ou finalizar no dia. Vai ser um almoço, e não uma ceia, o que reforça meu planejamento (caso contrário eu teria o dia todo pra cozinhar e não apenas a manhã).

O cardápio vai ser simples, do jeito que o pessoal gosta. Os pratos principais serão um lombo recheado e um peito de frango com bacon e requeijão, além do escondidinho que fiz na semana passada e que de tão bom que ficou resolvi colocar na parada. Como ontem foi feriado municipal aqui em BH, resolvi testar os outros dois.

Como disse, são super simples de fazer e o que requer é tempo para assar.

O frango, por exemplo. Cada peito, com osso, dá dois “meio-peitos”, altos. É isso que é usado. Tiro esses filés e faço uma inserção no meio deles, de dentro pra fora. Tempero o frango com sal e pimenta e recheio com requeijão e alecrim. Enrolo o frango em uma fatia de bacon, frito tudo, só pra selar, e levo ao forno com tomates cereja até assar e o queijo derreter (uns 40 minutos). Pronto. Só isso.

O pernil também não é complicado. Para o recheio usei uma mistura de linguiça, bacon, cebola, alho, alecrim, tomilho, sal e pimenta. Bati tudo em um processador e cozinhei por uns minutos. Reservei. O lombo eu abri em uma manta, temperei com sal, pimenta e vinho branco e recheei com a mistura. Amarrei tudo com cordão e enrolei em papel alumínio. Na travessa que foi ao forno coloquei os vegetais que tinha em casa: batata, cebola e cenoura, tudo picado grosseiramente e temperado com sal, pimenta e alecrim. Isso tudo foi ao forno por cerca de uma hora. Tirei o papel alumínio e deixei a carne pegar um pouco mais de cor por outra meia hora. O tempo foi curto porque era um lombo pequeno, de cerca de 800 gramas. Quanto maior, mais tempo você vai precisar. Pra acompanhar o pernil, fiz um molho simples é delicioso: derreti uma colher de açúcar mascavo em uma xícara de água quente. Coloquei isso sobre um tanto de hortelã picado e reduzi um pouco. Misturei azeite, sal e pimenta e só.

Quem comeu gostou e o cardápio do natal já está pronto, testado e aprovado. Se quiser as  receitas em detalhe é só me mandar uma mensagem que eu mando.

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Lasanha de Berinjela

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Fácil, rápido, gostoso e saudável. O que mais você quer de uma refeição (ainda mais quando você é que está preparando)? A lasanha de berinjela é um clássico da cozinha preguiçosa. Pra você ter uma ideia do quanto é fácil, preparei essa no meu horário de almoço e deixei pra assar no jantar. Ou seja: em meia hora, no máximo, estava pronta pra ir pro forno. Dentro dele é outra meia horinha. E olha, salva qualquer visita de última hora…

Eu cozinhei no azeite uma cebola pequena e um dente de alho. Quando a cebola começou a ficar transparente coloquei uma lata de tomate pelati (conhece? Se não, deveria. O tomate pelati é algo entre o tomate fresco e o molho de tomate. Ou seja: é em conserva mas mantém o tomate inteiro no seu próprio suco. Acho mais gostoso e saudável que o molho. Na impossibilidade de fazer meu próprio molho, é o que eu uso). Quando começou a levantar fervura sapequei salsinha, cebolinha, sal e pimenta do reino.

A berinjela entrou nesse molho também. Usei quatro pequenas, orgânicas, descascadas e cortadas longitudinalmente (forma bonita pra dizer que não eram rodelas, e sim fatias de cerca de meio centímetro, que iam do cabo à cabeça). Misturada ao tomate, a berinjela ficou cozinhando por uns 10 minutos.

Untei uma travessa com azeite e coloquei uma camada de berinjela e molho. Sobre ela, uma camada de presento de peru (era o que tinha na geladeira: você pode colocar a carne que quiser, como presento comum ou carne moída) e outra de muçarela. Repeti a operação: berinjela e molho, presunto, muçarela. Finalizei com umas bolotas de muçarela de búfala que estavam pra perder e umas lascas de gana padano, um tipo de queijo semelhante ao parmesão, mas bem mais saboroso.

A travessa foi ao forno, já quente, e ficou ali meia horinha, até os queijos derreterem e começarem a tomar cor. Quinze minutos depois a travessa estava vazia, devorada por apenas duas pessoas (mas a receita dá pra quatro…)

Escondidinho de carne de sol

Realmente não sei se o escondidinho é tão comum em outros lugares quanto em Minas. Não me lembro ver em cardápios de bares e restaurantes o prato. Se você não sabe ou experimentou o prato, faça-se esse favor.

No final de semana passado, depois de acompanhar minha esposa em uma dieta desintoxicante (saladas, peixes e sucos uma semana) me bateu uma vontade danada de comer escondidinho. No domingo, eu fiz assim:

Cozinhei uns 700 gramas de mandioca e uns 400 de batata inglesa roxa em água (eu usei essa mistura, mas você pode fazer com o que quiser: abóbora, cenoura branca, só mandioca…). Os tubérculos ficaram ali por um tempo, até amolecerem. Enquanto isso eu preparava a carne. 700 gramas de carne de sol, que comprei no supermercado mesmo (não precisa desalgar nem nada: só usar) e que eu cozinhei na panela de pressão com sal e pimenta do reino moída na hora, cebola e alho.

Quando a mandioca e a batata ficaram macios, tirei do fogo e bati com creme de leite, sal, pimenta, cebolinha, mais cebola e azeite e levei tudo de novo ao fogo, até levantar fervura. A carne, que também ficou pronta, eu deixei esfriar e desfiei. Voltei a bichinha já desfiada pra panela e cozinhei numa mistura de cebola e alho.

Pronto. Agora era só montar o escondidinho.

Escondidinho chama escondidinho porque a carne fica ali, escondida debaixo daquela camada de mandioca. Pra montar é só untar um refratário com manteiga e só colocar o purê de mandioca na base e a carne no meio. Antes da camada final de purê eu sapequei uma camada de requeijão, depois o purê e um parmessão no final, só pra finalizar. Aí foi só colocar no forno já quente, deixar a química funcionar e comer, já quente. Serviu umas 6 pessoas. Veja: por 6 pessoas entenda eu e minha esposa comendo o prato no almoço, jantar e almoço no dia seguinte, de tanto que ficou bom.

Tenta aí e me fala se o escondidinho não é uma grande descoberta.