Mercado de Izmaylovo e rua Arbat: onde os turistas se encontram

Existem dois lugares em Moscou, além do Kremlin, onde você vai certamente esbarrar com um grande número de turistas: o Mercado de Izmaylovo e a rua Arbat. Estes foram os dois lugares que visitamos no quarto dia viagem.

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Em teoria, chegar até a mercado de Izmaylovo não é complicado. Como qualquer outro destino em Moscou basta entrar em qualquer estação de metrô, seguir as placas até a sua linha (no caso, a linha 3, azul escuro) e continuar nela até seu destino. O problema é que para o mercado de Izmaylovo seu ponto final não é a estação de Izmaylovskaya, como se poderia imaginar (e que já li em alguns guias). O melhor é descer na estação anterior, Partizanskaya. Isso porque, pelo que entendi, até pouco tempo atrás seu nome era, na verdade, Izmaylovsky Park. A mudança e os dois nomes para uma mesma estação deixam alguns turistas perdidos (encontramos brasileiros que não encontraram o mercado) mas não impede que outros tantos cheguem àquele que, dizem, é o melhor lugar para se comprar matrioskas em Moscou.

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Vizinho ao parque de mesmo nome, o Mercado de Izmaylovo é um misto de feira de antiguidades e artesanato. São dezenas de barracas próximas a prédios que reproduzem antigas habitações russas, que vendem tudo aquilo que você associa ao país: chapéus tradicionais, memorabilia da segunda guerra, bottons do comunismo, posteres construtivistas, ovos pintados e claro, bonecas matrioskas (algumas bem elaboradas, outras feitas, como dizemos, nas coxas). Nas barracas que ficam no nível da rua estão os produtos mais artesanais. Subindo as escadas no final da feira se chega à seção de antiguidades, onde é possível encontrar belas fotos antigas, discos russos de 78rpm e muita buginganga. Negociar é permitido e incentivado: na maioria dos quiosques se consegue um bom desconto nos produtos. Os melhores dias são os finais de semana, onde todos os expositores estão presentes e se cobra uma entrada simbólica de 10 rublos, mas também nos outros dias é possível visitar o Mercado de Izmaylovo.

 

IsamaylovoDaí seguimos à Rua Arbat. Na região central, não muito longe da Praça Vermelha (a estação Arbatskaya está a uma parada da Plotschad Revolyutsii), a rua Arbat é das mais antigas de Moscou e, sem dúvidas, a que atrai mais turistas. Com o trânsito exclusivo para pedrestres, os poucos quarteirões são recheados de lojas de souvenirs e filiais de cafeterias e lanchonetes e tem o mesmo charme e qualquer outro calçadão no mundo, seja a Las Ramblas, em Barcelona ou a Rua Halfeld, em Juiz de Fora (convenhamos: rua de pedestres é muito agradável. Deveríamos ter mais calçadões no Brasil). Comparado com o Mercado, os preços da Arbat são salgados: duas vezes mais caros ou mais,

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Resolvemos tentar um restaurante do Uzbequistão ali perto que era sugerido pelo Lonely Planet, mas estava fechado. A opção foi, então, almoçar no My-My (ou Mu-Mu, que é como se lê). O lugar era citado em vários dos guias que tinha pesquisado, quase sempre com a mesma descrição: cadeia de restaurante self service (na verdade, mais ou menos: o sistema está mais pro nosso bandeijão, onde você escolhe as opções e alguém te serve), barato e com vários endereços na cidade. O que os guias não contaram é que a comida parece de avião, sem textura ou sabor. E que o preço é barato sim, mas que vale mais a pena encontrar um bom lugar com almoço executivo (sai a mesma coisa). Se quiser fugir do lugar, é fácil: as lojas tem pinturas malhadas e impreterivelmente uma escultura de vaca, sempre montada por turistas, na porta.

Claro que este não foi o único dia que fomos ao Mercado de Izmaylovo: no dia seguinte Alê se deu conta de que o preço das bonecas era sim conveniente (em torno de R$6,00 as pequenas, com 5 bonecas em cada) e que mais algumas amigos e parentes mereciam ganhar a lembrança. Dali, devidamente abastecidos de matrioskas, tentamos, de novo, almoçar em um restaurante típico do Uzbequistão, que também estava fechado (alguma coisa relacionada com a Páscoa, talvez já que estava sendo comemorada naquele dia). A solução foi tentar o restaurante ao lado, chamado Sol Branco do Deserto. Também de comida Uzbeca (existe esse termo?) o lugar é guardado por soldados em uniformes do país. Extremamente decorado, o Sol Branco, vi depois, teve o nome e a decoração inspirados em um filme russo.

Além dos pratos típicos do Uzbequistão, o lugar tem também comida árabe e russa. E trabalha com dois sistemas: um buffet de saladas e pastas frias típicas ou este buffet e mais um prato principal e sobremesa. Os preços? 1300 e 2200 rublos por pessoa, respectivamente (R$80,00 e R$140,00 aproximadamente). Devíamos ter percebido que a quantidade de BMW e Audi na porta já antecipava o que nos esperava… Sem olhar o cardápio, Alê optou por beber um suco. De morango. Natural. A surpresa veio quando resolvemos checar o preço: só 950 rublos. Ou R$60,00. Mas estava ótimo, ela disse. A comida? Confesso que fiquei com um gosto estranho na boca depois de saber o preço do suco, mas o preço suco virou nossa segunda moeda em Moscou: “quanto custa isso? 800 rublos? Só? É mais barato que um suco de morango…” Cuidado, por tanto, com o que for pedir (e lembre-se de olhar os preços antes).

 

IMG_2246O dia terminou com um passeio no estranho (mas fascinante) VDNKh. O lugar abriga mais de 70 pavilhões celebrando todas as conquistas e tradições russas além de parque de diversões e o Museu das Conquistas do Espaço. Ali é possível ver cenários que reproduzem interior do país, ver um foguete de verdade ou assistir a um filme 5D (pois é…). Num domingo de Páscoa o lugar fervilhava. A impressão que se tinha era que pelo menos um terço dos 13 milhões de habitantes de Moscou estava ali. Todos com seus patins, bicicletas, pernas de pau, monociclos, skates e o que mais desse na telha, aproveitando um dia de calor torrencial: 16 graus.

 

IMG_2183Direto ao assunto

Mercado de Izmaylovo
* metrô para a estação Partizanskaya
* bom lugar para compra de souvenirs e lembranças
* melhor visitar nos finais de semana
* entrada: 10 rublos (R$0,50)

Arbat
* metrô para a estação Arbatskaya
* rua turística, com várias (e caras) lojas de souvenir

Sol Branco do Deserto
* restaurante de comida típica do Uzbequistão

VDNKh
* metrô para a estação VDNKh
* mais de 70 prédios mostando as conquistas do povo russo
* Museu das Conquistas do Espaço
* parque de diversões, no melhor sentido da palavra

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