Moscou – o relato

As oportunidades da vida são para serem aproveitadas. Esta apareceu na forma de uma mensagem em menos de 140 caracteres, no timeline do meu Twitter. Era algo como @passagensaereas Imperdível: passagens para vários destinos na Rússia a 700 reais e um link encurtado. Promoção de passagens de São Paulo para a Rússia por R$780 ida+volta:

Ao clicar você era direcionado ao site Melhores Destinos, que se presta a vasculhar a web em busca de promoções de passagens e compartilhar estas informações com seus leitores, no qual me incluo. No site a explicação: a dica da passagem com preço inacreditável havia sido dado por uma leitora. A compra deveria ser feito no site da companhia russa, que felizmente dispunha de uma área em inglês. Os voos, saindo de Sāo Paulo, eram em parceria com a espanhola Iberia, que operaria o primeiro trecho, até Madrid. De lá seriam mais algumas horas de voo, agora sim com a empresa russa, até Moscou ou Sāo Petersburgo, a sua escolha. Isso tudo, ida e volta, por menos de 500 dólares, o preço médio de uma passagem de Belo Horizonte a Buenos Aires. Eu PRECISAVA tentar…

Liguei para a minha esposa:

– Alê, vamos viajar na semana santa?
– Uai ,vamos. Pra onde?
– Pra Moscou.

A voz no outro lado da linha foi de surpresa. E nem poderia ser diferente:

– Moscou… Moscou?, como que indagando se, por um acaso, nāo existiria uma outra Moscou ali perto de Diamantina. Afinal, existe uma Nova Iorque no Maranhão 

– É, pra Rússia. Vamos?

Vamos. Ela concordou e eu fui entender o funcionamento do site russo e tentar agendar nossa passagem. A primeira questão era: será que o valor estava correto? Nāo seriam 700 dólares? Simulo uma compra e vejo o valor: 12000 rublos. Vou no Xe.com, meu site de conversões de moedas predileto, e escolho a conversāo da moeda russa para a brasileira. Fico naquela ansiedade de “e se nāo for isso? Vou assim mesmo?” nos segundos que antecedem o resultado e tenho a resposta que queria (queria, mas juro não esperava): sim, o valor estava correto. Só me restava finalizar a compra.

Mais um clique e o site me pede números de passaportes e datas de validade. Eu, no trabalho, nāo tinha essa informaçāo. Alê também não. “Tranquilo”, pensei, “chegando em casa eu compro”. E, na minha cabeça, eu já vagava pela Praça Vermelha.

A noite, a surpresa: o site russo estava fora do ar. “Maldiçāo! Porque não dei o jeito e comprei naquela hora? A partir de hoje nunca fico sem meu número de passaporte. Nunca mais vai ter uma promoção como essa…” e fui dormir descontente, tentado pensar em um outro destino. Torcendo para aparecer uma promoção pra Beijing, Croácia, Mongólia.

Na manhã seguinte, já no escritório, me veio aquele impulso de dar mais uma olhadinha no site. Afinal, se realmente não existisse mais a promoção, paciência. Mas por outro lado se a empresa tivesse resolvido estendê-la por mais umas horas eu ainda teria a chance… E tive. Nem todos os destinos estavam disponíveis, as datas eram mais restritas, mas sim, naquela manhã de uma quinta qualquer de fevereiro, ainda era possível conseguir as passagens.

Moscou não estava, confesso, na minha lista de próximos destinos. Queria antes ir ao Japão, Istambul, rodar o interior da Itália, ir a Dheli… Tinha uma curiosidade pela Rússia, claro, mas nada urgente, pra esse ano. A escolha foi mesmo pela oportunidade. Não tinha informações sobre Moscou. Sabia do Kremlin, da Praça Vermelha e só. O final de semana foi, portanto, de pesquisa: guias, sites, conversas com amigos, mapas, tudo que pudesse me esclarecer um pouco mais sobre o que me esperava.

Essa, confesso, é das minhas partes prediletas em viagens: pesquisar, tentar entender o país antes de ir, tentar compreender os costumes, a língua, as pessoas, a cultura, a comida. Criar um mapa virtual do destino dentro da minha cabeça… Sempre foi assim, desde a primeira viagem internacional, em 1996. Com essas pesquisas, crio uma relação com a cidade que vou visitar que não tenho com BH, onde moro a 15 anos e ainda confundo as ruas Sergipe e Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo e todas os inconfidentes de Lourdes ou tribos indígenas do centro. Nas viagens não: o mapa fica ali, presente, e sou capaz de dar coordenadas e dicas como um local, sem ainda ter pisado na cidade que vou visitar.

Então, na segunda cedo, eu e Moscou já eramos íntimos. Eu já conhecia cada rua de Kitai Gorod e Arbat, sabia onde ficava o Museu Mayakovsky e o Bolshoi, podia dizer o preço das atrações e em qual estação de metrô descer. Foi quando recebi outra mensagem no Twitter: várias pessoas que haviam comprado passagens na promoção tiveram seus bilhetes cancelados. A Iberia, parceira da empresa russa, não queria arcar com sua parte no negócio, era o que diziam. Se sua reserva tivesse a confirmação da companhia espanhola, sem problemas: seu voo estava garantido. Caso contrário você poderia começar a se preocupar: o cancelamento seria uma questão de tempo. Olhei a minha reserva: nada do código. Não hesitei: entrei no site russo e mandei uma mensagem pedindo minha confirmação. Afinal, eu até já havia feito reserva de hotel, que não era reembolsável (era verdade: no final de semana, em minha fase de reconhecimento com a cidade, uma das providências foi encontrar um hotel bom e barato. O escolhido foi o Katerina, hotel de negócios, quatro estrelas, ao sul da cidade, que me cobrou, por uma semana, o mesmo que paguei por duas passagens: pouco menos de 1500 reais. A compra, entretanto, foi no site hotels.com, que garante vender pelo menor preço mas não devolve o dinheiro, em caso de desistência).

A resposta da S7 veio surpreendentemente rápida: por causa das 6 horas de fuso horário entre Brasil e Rússia deve ter sido escrita pela funcionária às 2 da manhā. E era direta: eu nāo precisava me preocupar, meus bilhetes estavam confirmados e o número era tal.

Agora sim: depois de todo o diz-que-me-diz, incertezas e dúvidas, Moscou estava logo ali, a alguns dias de espera. E 36 horas de viagem.

A viagem

Viajar é ótimo. O problema é o tempo que se gasta. Você precisa chegar uma hora antes do horário marcado para o seu voo que parte do Aeroporto de Confins (o que significa que, se seu voo é as 11h40, você precisa sair de casa as 9h, para assim conseguir pegar o Conexão Aeroporto as 9h30 e vencer os 40km entre ele e o Aeroporto em uma hora de viagem).

Como você ficou mal acostumado comprando uma passagem que vai até o outro lado do mundo por R$700, acha que precisa manter os custos proporcionalmente baixos e assim opta por um voo de R$49,00 da Webjet que te leva diretamente ao Aeroporto de Guarulhos, sem necessidade, portanto, de gastar com transfers. Detalhe: seu voo doméstico chega ao aeroporto 7 horas antes do internacional. São 7 horas no aeroporto, andando pra cá e pra lá, divididos da seguinte forma: 1 hora de atraso do seu voo, que você, pela primeira vez na vida, agradeceu. 30 minutos procurando lugar decente pra comer, onde você não tenha que deixar o rim como pagamento do almoço (as opções, neste caso, são o McDonalds no Terminal C ou o Viena, restaurante de comida a quilo no início do Terminal A, que cobra R$49,90 por quilo). 30 minutos no restaurante, servindo, comendo e enfrentando a fila pra pagar. Meia hora esperando seus celulares, que você espertamente esqueceu de carregar a noite, tomar alguma carga, numa das poucas tomadas disponíveis no aeroporto. Mais uma hora entre de fila do check-in e trâmites de saída do país. 5 minutos olhando tudo que tem disponível no maravilhoso (NOT) duty free de saída e outros 45 esperando que a Alê veja, em detalhe, cada um dos produtos. Uma hora entre embarque e esperas dentro do avião e o restante simplesmente vendo o tempo passar, lendo ou conversando.

Depois deste martírio são mais 11 horas de voo até Madrid, mais quatro de conexão e troca de aeronave, outras 5 até chegar em Moscou e, aí sim, mais alguns muitos minutos até passar a burocracia russa, vencer as placas, entender as filas, trocar seus dólares por rubros, encontrar o AeroExpress, trem expresso que te leva a uma estação de metro, encontrar sua linha e, morto, chegar ao seu hotel. Somou? Foram 35 horas, do conforto do meu lar ao quarto do Katerina Hotel, no sul de Moscou. A viagem foi barata, mas ninguém garantiu que a viagem seria fácil…

As Cias Aéreas

Nesta viagem debutei em três companhias que ainda não havia experimentado: a brasileira Webjet, a espanhola Iberia e a russa Siberian Airlines. Da última não tinha nenhuma informação. Consequentemente a expectativa era zero. Das duas primeiras, pelo contrário, já havia escutado muita coisa: que eram ruins, que nāo valia a pena, que as aeronaves eram decadentes, que o serviço de bordo era péssimo. Ou seja: fui preparado para o pior.

Não há muito o que dizer da Webjet. Ela é sim o que se espera: viagens a preços baixos, em aeronaves que já deram a volta ao mundo algumas vezes e um serviço de bordo inexistente. A diversão fica por conta de uma revista de venda de produtos da Webjet Shopping (sim, é isso mesmo) e o lanche é pago. Se quiser você pode fazer um picnic nas alturas, como disse a comissária. É só comprar seu lanche (o aeroshopping, pelo que parece, tem uma praça de alimentação). No meu caso nem isso foi possível. No voo, que estava previsto para as 11h40 e só saiu depois de meio dia, não tinha sanduíches disponíveis…

Também a Iberia causou uma má primeira impressão. O avião parecia já ter rodado tanto quanto as comissárias, toda na casa dos 50. Sem ofensas às moças: traz confiança e segurança ter gente experiente em sua equipe, mas também dá um ar de empresa que não se renova. Antes da decolagem, nos 40 minutos que ficamos na pista, fomos todos torturados por um trilha a cargo de Richard Clayderman tocando Feelings e outros hinos da música de churrascaria. E, na decolagem, a sensação que se tinha era que todo o avião, e não só a bolsa na poltrona a minha frente, iria se desfazer em milhares de pedaços. Mas em cruzeiro a impressão mudou. A refeição, por outro lado, era surpreendentemente boa (uma lasanha decente, que você podia comer com talhares de metal e não aqueles vergonhosos talheres de festa infantil de outras empresas). Talvez por manter aeronaves e funcionários da época áurea da aviação a Iberia queira manter também nos talheres um pouco deste clima… Também a diversão a bordo foi uma boa surpresa. Mesmo que a TV 14 polegadas esteja a 10 metros de distância, o filme em cartaz era “O discurso do rei”. Ok, era uma cópia lavada, não havia legendas, mas era o grande vencedor do Oscar deste ano.

Aliás, essa coisa de filme a bordo já não fazer o menor sentido. Cada pessoa tem providenciado a sua própria diversão. Eu escrevo este texto em meu Ipad (que eu poderia estar usando para jogar ou ver filme), enquanto escuto músicas que nunca estariam disponíveis na seleção da Iberia (ei, a capa da revista de bordo deles é Rick Martin…) Aqui do meu lado esquerdo uma garota confere as fotos do que parece ser seu casamento em seu netbook. Ali a frente outra assiste um episódio da segunda temporada de Mad Men. Não vejo mais que meia dúzia pessoas usando o horroroso fone de ouvidos distribuídos a bordo. As diversões a bordo, providenciadas pelas companhias aéreas, estāo fadadas a desaparecer.

Sem saber o que iria encontrar pela frente, não me surpreenderia se me deparasse com um Tupolev fazendo o trecho Madrid-Moscou pela Siberia Airlines. Puro preconceito. As cinco horas de viagem foram vencidas num A319, que mesmo não sendo das aeronaves mais modernas, não deixa a desejar aos aviões que fazem, por exemplo, a longa viagem de São Paulo a Manaus. O pequeno avião era, inclusive, mais confortável que o A310-300, no qual viemos de Madrid.

De novo, diversão a bordo é pequena: uma revista de bordo gasta e rasgada de tanto uso e jornais distribuídos pelas comissárias. Tudo em russo, exclusivamente. Neste caso minha diversão era tentar entender os anúncios da comissária. Em russo ou inglês eram ambos inteligíveis. De refeiçāo, primeiro vem sua bebida (sucos de maça, laranja ou tomate) e depois de uma espera de meia hora (e seus copos devidamente recolhidos) vem a comida. Opções de carne com batatas ou frango com ravioli, ambos insossos e sem gosto, que devem ser mandados pra dentro a seco (se bem que esperando mais uns minutinhos já dá pra comê-los com café, que vem antes de você pensar em abrir a sobremesa).

Os Aeroportos

Barajas
Mesmo que Marc Augé afirme que aeroportos são não-lugares, que todos são idênticos, é inegável que alguns tem um charme, despertam um algo mais em você. Seja pela arquitetura, seja pelas lojas do freeshop , pela organização ou pela surpresa que o local te traz. É assim o aeroporto de Barajas, em Madrid, na Espanha, onde fizemos conexāo. Com seu teto que lembra as embarcações espanholas (ondas, velas, cascos) e sua organização impecável, ele é um dos meus prediletos, ao lado, talvez, do aeroporto de Bangkok, na Tailândia (que chama atenção por suas esculturas e cores). Barajas deixa no chinelo os aeroportos brasileiros: todos eles, conbinados. São dezenas de fingers, acessíveis por um eficiente serviço de metrô interno.

Chegando do Brasil para o embarque para Moscou é possível ficar na área interna e gastar ali as quatro horas de conexão. Optamos por sair, tomar um café (Illy, a €1,60 cada) e fazer novamente o check-in (e assim saber nosso trajeto no retorno, quando teremos 10 horas pra conhecer a cidade). Para sair da área de desembarque o caminho é um só: ele te leva a estação do metro. Não assuste em embarcar sem as suas malas: é preciso tomar o pequeno e moderno trem, de três vagões, que te leva ao terminal de embarque. Para quem fica na cidade as bagagens são entregues ali e é daí também que saem os ônibus e metrôs para a cidade.
No nosso caso, subimos ao terminal 4, onde são feitos os check-ins internacionais (no caso da S7,no guichê 912). Feito isso é preciso passar pela imigração e pegar o trem para o terminal de embarque. Todas as placas informam o tempo que você irá gastar até sua plataforma. No nosso caso, eram 18 minutos até a S51 (que, como tinhamos tempo, se multiplicaram por cinco, com paradas para lanche e compras: além do Free Shop, em Barajas é possível encontrar lojas como Zara). Confortável, o aeroporto dispõe, além das lanchonetes e restaurantes, de diversas vending machines de água (€1,50), sucos e refrigerantes (€2,60 a garrafa de 500ml), além de terminais para acesso à Internet (€2,00 por 20 minutos).

Domodedovo
Ah, o terceiro mundo… O povo russo deve dizer, entre eles: só quero ver na Copa! A vantagem é que os caras tem quatro anos a mais que a gente. Domodedovo, o aeroporto onde chegamos, é a cara do Brasil. Depois de sair da tranquilidade de Barajas, chegar aqui foi um choque. Um não: vários.
Choque #1: constatar que o russo adora fila (como nós). A saída do avião já é confusa, com gente levantando antes da hora, empurra-empurra e celulares sendo ligados ainda na pista.
Choque #2: Ao se chegar ao guichê da polícia federal russa, se entende o porquê: a fila é uma amontoado de gente, se empurrado, cada um querendo chegar primeiro. Não existe distinção entre russos e estrangeiros, velhos ou crianças, grávidas ou mulheres com bebê no colo: perante a lei russa, somos realmente todos iguais e precisamos levar aí esse tapão, como a dizer “esqueça a Europa, rapaz: a coisa aqui é diferente”.
Choque #3: Já chegou no Santos Dumont, no Rio, com os taxistas se oferecendo? Multiplique por 10. A briga aqui é ferrenha, todos querendo te levar a qualquer parte da cidade em troca do seu dinheiro.
Mas nem tudo foi ruim. Descobri que não é mais preciso preencher documento algum na chegada ao país: seus dados são colhidos pelo oficial da Polícia e você precisa só assinar. E Domodedovo não mostra, pelo menos de forma aparente, sinais do atentado que matou 35 pessoas em janeiro. A única diferença são as inspeções antes de se entrar no saguão.
Sim, é possível sacar dinheiro nos caixas eletrônicos com seu cartão brasileiro, mas o valor é limitado. Consegui 1000 rublos, outro brasileiro conseguiu 3000.
Para se pegar o Aero Express, trem que te leva até a estação de Paveletskaya, na região central, saia do desembarque e siga a direita, até a área de desembarque doméstico. O guichê está próximo à saída, à sua esquerda. A estação é logo depois de se passar pela porta do aeroporto (mesmo não tendo erro, fiquei perdido: esperava um trem moderno, talvez um monorail como os de Sydney ou Bangkok, mas não: o Aero Express é um trem comum, da época do comunismo).

DIRETO AO ASSUNTO

Em SP, aeroporto de Guarulhos
* O melhor lugar pra comer sem gastar muito (e sem ser McDonalds) é o Viena, no Terminal A
* Espere gastar R$5,50 por uma Coca-Cola em lata, R$4,00 por uma água, R$16,00 por um hamburguer
* Vá com seus equipamentos com a bateria carregada: tomadas livres ainda são raras e disputadas. Procure pelos toténs de recarga, nas salas de espera
* O check-in da Iberia é no terminal A. Sua bagagem é enviada diretamente a Moscou.

Em Madrid, aeroporto de Barajas
* As chegadas internacionais são no terminal 4.
* Vo ê pode ficar o tempo da conexão dentro do aeroporto. Neste caso, não é preciso preencher nada: apenas vá até o guichê da Iberia.
* Caso queria sair (para um cigarro ou passar umas horas na cidade), pegue o transfer interno até o setor de bagagens? Dali saem os ônibus e é onde estão os check-in.
* O check-in da S7 é no guichê 912. O embarque no S51 (ambos sujeito a alteração. Peça informações)
* Espere pagar €1,50 por uma garrafa de água, €2.60 por uma Coca-Cola 500ml e €7,00 por um sanduíche de presunto cru.
* Acesso à Internet é possível em terminais ao custo de €1,00 cada 10 minutos.

Em Domodedovo, aeroporto de Moscou
* Saia o mais rápido possível do avião e corra para passar pelo controle de passaporte. Não a distinção entre russos, estrangeiros ou pilotos.
* Ignore os motoristas de taxi na saída. Vá direto ao terminal doméstico e procure pelo guichê do AeroExpress. A passagem, com passagem de metrô inclusa, custa 350 rublos .
* Se optar por taxis, procure pelos guichês oficiais. Custam a partir de 1500 rublos, dependendo de onde quiser ir.
* Existem caixas eletrônicos logo na saída do desembarque. Aproveite para tirar direito com seu cartão de banco brasileiro. Funciona sem problema, mas é limitado a 3000 rublos por saque.

* Existe Internet de graça no aeroporto, já no desembarque. Acesse de seu celular e dê ok na página que vai abrir.

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11 comentários sobre “Moscou – o relato

  1. muito bom jeff…
    rachei de rir de vaaarias coisas. nem vou inumera-las.
    mas a culpa nao eh minha, se a bateria do cel nao foi carregada na noite anterior. kkkk
    lembrei na hora, vc twitando do lado da cabine.
    manda beijo pra ale.
    boa voyage!

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  2. “Fomos todos torturados por um trilha a cargo de Richard Clayderman tocando Feelings e outros hinos da música de churrascaria. ”
    Depois dessa, o que dizer?
    (Só te falo que a BRA deixou de existir enquanto eu estava na Europa, com a passagem de volta etc. Sempre vale a pena…)
    adorei
    abs

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