Ezio Pellizon na L’Osteria Mattiazzi

O L’Osteria Mattiazzi, no tradicional bairro de Santa Efigênia, é um dos restaurantes mais queridos de BH. Especializado em comida italiana, é comandado pelo chef Massimo Battaglini.

Os Pratos da Boa Lembrança na entrada do L’Osteria

Nascido em Veneza, Massimo faz parte daquele famoso grupo do “fui pro Brasil, conheci uma brasileira, me apaixonei e resolvi ficar”. E no ficar, Massimo resolveu transportar para o restaurante o clima de sua terra natal.

Detalhe do segundo salão do L’Osteria Mattiazzi

Em pouco mais de 10 anos o chef se tornou um dos nomes mais respeitados e conhecidos na cidade. Seu jeito descolado e despojado, unido a uma boa conversa e muito talento ajudaram a transformaram o lugar, que saltou de meia dúzia de mesas para dois salões de tamanho agradável e um público cativo e fiel. Outro fator importante na divulgação do L’Osteria é o constante envolvimento de Massimo com festivais gastronômicos e na divulgação da culinária na cidade.

A adega do L’Osteria e a chamada para o festival veneziano

Nesta quarta e quinta, por exemplo, Massimo convidou seu amigo e colega Ezio Pellizon, também de Veneza, para um banquete tipicamente veneziano em seu seu restaurante. Fui lá conferir.

De aperitivo o público é brindado com um Lagostim “em saor” e mexilhões gratinados. Simples, de sabor suave, o prato forrava o estômago pro festival de sabores que viria a seguir. Pra não perder nenhum dos pratos preparados (foram duas opções de cada entrada, primeiro e segundo pratos) a solução foi ir dividir o pedido entre as pessoas na mesa e ir trocando de pratos durante a noite.

Aperitivo

Das duas entradas (saladinha de camarão com arpargos marinados ou tortinha de repolho sobre creme de moranga) preferi, surpreendentemente, a segunda. Achei que seria uma bobagem. Afinal, tirando o chucrute, e mesmo assim poucos, difícil achar uma receita onde o repolho caia bem. E nesta caiu. O sabor se transforma. A salada de camarão, apesar de bonita, com uma flor capuchinho no topo, era sem graça.

Entrada: tortinha de repolho sobre creme de moranga

No primeiro prato de novo uma surpresa. Fã de sardinhas, acreditava que na briga entre um spaghettoni com creme de sardinhas ao sal grosso e um nhoque de ricota com vieiras e rúcula silvestre o primeiro sairia vencedor de lambuja. Ledo engano. O nhoque derretia na boca, as vieiras estavam no ponto certo e o spaghetti com sardinhas, apesar de ótimo, perdeu a posição.

Como segundo prato as opções se dividiam entre um tamboril e um filé com alcachofra, ambos à moda veneziana. A briga, mais uma vez, foi difícil. Tudo no ponto certo, o tempero intocável, a carne naquele vermelho que te faz salivar, o espinafre que acompanhava o peixe fresco e suculento… Não consegui, até agora, escolher o melhor.

Pra encerrar um semifreddo com crocante e creme de chocolate belga, que só não foi completamente devorado porque já me sentia farto com tanta coisa boa.

Sobremesa: semifreddo com crocante e creme de chocolate belga

Apesar do preço salgado (R$140,00 por pessoa, que se tornava ainda mais incomodo ao se somar a este valor as bebidas) o jantar foi compensador: boa comida, boa conversa e ambiente agradável.

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